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Ano Par › 02/12/2016

Sexta Feira – 1ª. Semana do Advento

zzAmados irmãos e irmãs
“Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo vossa fé”.
Neste Evangelho vemos a figura de Jesus que passa fazendo o bem. Esta é mais uma cura onde Jesus ressalta a fé daquele que vai receber a cura. O que faz a cura acontecer na verdade não é a fé, mas a confiança em Jesus. Se estes que foram curados não confiassem na pessoa de Jesus não teriam fé e consequentemente não seriam curados.
Precisamos entender melhor esta questão de fé (acreditar que tem poder para fazer) e ter confiança (acreditar que vai fazer para mim). Lancemos mão de um exemplo: imagine que você precise fazer uma cirurgia no coração e não tem dinheiro. Você conhece o Dr. José que é o melhor cirurgião. Ter fé que ele possa fazer a cirurgia significa acreditar que ele tem capacidade técnica de fazer ao passo que ter confiança significa crer que ele não vai recusar em fazer a cirurgia de forma gratuita. Uma coisa é a pessoa saber fazer a outra é ela querer fazer.
Outro detalhe importante é que o Evangelho nos fala de uma fé que faz ver; a fé em Jesus Cristo nos abre os olhos para a verdade e nos afasta dos equívocos.
Olhando para a nossa vida precisamos urgentemente nos convencer de que somente Jesus pode abrir nossos olhos e assim nos libertar das trevas do erro. A superação da cegueira nos faz humildes; pois nos faz ver nossas limitações, fragilidades e necessitados da misericórdia de Deus.
O Papa Francisco na Encíclica Lumen fidei / A luz da fé, §§ 1, 4 nos ensina: Os olhos abriram-se lhes. A luz da fé é a expressão com que a tradição da Igreja designou o grande dom trazido por Jesus. Eis como Ele se apresenta no Evangelho de João: Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em mim não fique nas trevas (Jo 12,46). E São Paulo exprime-se nestes termos: Porque o Deus que disse: das trevas brilhe a luz foi quem brilhou nos nossos corações (2Cor 4,6).
A luz da fé possui um caráter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem. Ora, para que uma luz seja tão poderosa, não pode dimanar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir em última análise de Deus. A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a nossa vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro.
A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada orientando os nossos passos no tempo. Por um lado, provém do passado: é a luz duma memória basilar — a memória da vida de Jesus –, onde o seu amor se manifestou plenamente fiável, capaz de vencer a morte. Mas, por outro lado e ao mesmo tempo, dado que Cristo ressuscitou e nos atrai de além da morte, a fé é luz que vem do futuro, que descerra diante de nós horizontes grandes e nos leva a ultrapassar o nosso eu isolado, abrindo-o à amplitude da comunhão. Deste modo, compreendemos que a fé não mora na escuridão, mas é uma luz para as nossas trevas. É precisamente desta luz da fé que quero falar, desejando que cresça a fim de iluminar o presente até se tornar estrela que mostra os horizontes do nosso caminho, num tempo em que o homem vive particularmente carecido de luz. Esta é cegueira que Jesus cura com sua Luz que dissipa toda treva!
Na leitura do livro do profeta Isaías nos é ensinado que em Deus tudo se transforma, nada fica como antes; os humildes se elevam e os arrogantes fracassam. Esta leitura nos faz pensar nos tempos atuais onde ser honesto se tornou motivo de vergonha; pois a cultura que impera é a de levar vantagem em tudo mesmo que os princípios não sejam honrados. Temos que eliminar tantos quantos competem conosco.
A moça tem vergonha de dizer que é virgem, o rapaz esconde na faculdade que guarda a castidade e por aí vai; mas como diz a leitura no dia do Senhor não teremos mais do que nos envergonhar e então poderemos honrar seu nome em público sem ter medo ou vergonha de dizer que somos cristãos.
Rezemos com o Salmista: O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 29,17-24
Salmo: 26/27
Evangelho: Mateus 9,27-31

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