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Ano Ímpar › 11/08/2017

Sexta Feira – 18ª. Semana Comum

20708128_1403478756404012_4203083018432592117_nAmados irmãos e irmãs
“Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”.
Ser discípulo missionário como nos fala o Documento de Aparecida implica em renúncia, cruz e perda. Eis aí três palavras proibidas nos dias de hoje pelos que querem um Cristianismo sem sacrifícios e renúncias, sem calvário e sem cruz; aliás, estamos tendo muitos especialistas em arrancar Jesus da cruz. Lembramos aqui de uma música do padre Antônio Maria que diz: “Não encontra quem quiser encontrar Cristo sem cruz. Impossível e sem Maria encontrar também Jesus. Como não a cruz sem Cristo e não há Cristo sem cruz., não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus”.
A RENÚNCIA: Renunciar a si mesmo é optar por fazer o outro viver; é lutar contra o instinto de preservação da própria vida. Renunciar a si mesmo é optar por viver a vida de Deus, sem perder o que lhe é próprio; é viver o caminho de Jesus como algo grandioso; é renunciar a todo tipo de egoísmo.
A CRUZ: Jesus não quer que pratiquemos uma religião alienadora que despreza as coisas desse mundo; aliás, no Evangelho de João 17 ao fazer a oração sacerdotal Ele diz muito claramente: Pai eles não são do mundo, mas estão no mundo.
Deus também não quer que procuremos o sofrimento, pois Deus não é masoquista. O sofrimento é consequência do amor. Quem ama de verdade não abandona o barco, mas luta e sofre junto. Jesus não desistiu mesmo quando percebeu que acabaria sozinho, traído e negado. Isto é abraçar a Cruz.
A PERDA: O mundo atual prega a cultura do eu; o importante é ganhar independente do que se faça para ganhar. Muitos programas televisivos falam claramente em eliminar o outro sem escrúpulo algum. O papa Francisco nos falou da cultura do descartável e aí nos lembramos da eutanásia onde na verdade olhamos para os idosos como alguém que dá prejuízo com remédios, aposentadorias além de não mais produzir então é preciso eliminar. Lutar contra isto e abandonar a cultura do Eu pode parecer perda, mas nós o sabemos que não.
No livro do Deuteronômio Moisés exorta o povo a olhar se ao longo de toda história já tenha existido um povo para o qual Deus tenha olhado com tanto amor, se já houve algum Deus que tenha estado no meio do povo com mão poderosa e braço estendido fazendo de prodígios espantosos.
Pensamos que muitas vezes nós também necessitamos de alguém que nos advirta do nosso descontentamento para lembrar tudo quanto Deus já nos fez, continua fazendo e ainda fará. Precisamos gravar em nossos corações que o Senhor é Deus, e que não há outro em cima no céu, nem embaixo na terra.
Rezemos com o Salmista: São santos, ó Senhor, vossos caminhos! Haverá deus que se compare ao nosso Deus? Sois o Deus que operastes maravilhas, vosso poder manifestastes entre os povos. Com vosso braço redimistes vosso povo, os filhos de Jacó e de José.
Como um rebanho conduzistes vosso povo e o guiastes por Moisés e Aarão. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Deuteronômio 4,32-40
Salmo: 76/77 
Evangelho: Mateus 16,24-28

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