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Ano Par › 22/06/2018

Sexta Feira – 11ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs 

Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração!
Ajuntar tesouros no céu não significa que existe um lugar onde vamos amontoando virtudes. O céu não é um lugar (espaço físico); por isto o reino começa aqui nesta terra. O céu desceu, já está conosco desde a encarnação do Verbo que instaurou uma nova realidade, uma nova vida que nos foi dada.
Todas as realidades terrestres são passageiras (é como se a traça a corroesse); porém as realidades do céu não há traça que a corroa. Enquanto aqui caminhamos necessitamos da fé, da esperança e do amor-caridade. No céu não mais precisaremos da fé que é um dom e caminho que nos leva ao céu; também a esperança não mais seria necessária; pois estando na presença de Deus ela estará plenamente realizada. Logo apenas o amor permanecerá.
Se o teu tesouro é terreno(dinheiro, poder, jóias, etc.) será nestas coisas que o teu coração estará.
Faça do amor e da esperança o teu tesouro e aí sim o teu coração estará em Deus; claro que os bens terrenos não são totalmente contrários aos bens celestes; nós até precisamos de dinheiro, de trabalho, comida, etc.; para viver a vida terrena; no entanto para a vida eterna que começa aqui e jamais terá fim precisamos muito mais dos bens celestiais.
Santo Ambrósio bispo e doutor da Igreja ensina: “ Tu és guardião dos teus bens, e não proprietário, tu que escondes o teu ouro na terra (Mt 25,25); e tornas-te servo deles, e não senhor. Cristo disse: Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração; ora, o teu coração está no ouro que enterraste. Vende o ouro e compra a salvação; vende o que é da terra e adquire o Reino de Deus; vende o campo e recupera a vida eterna. Dizendo isto digo a verdade, porque me apoio na palavra daquele que é a Verdade: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu (Mt 19,21). Não te entristeças ao ouvir estas palavras, com medo que te seja dito o mesmo que ao jovem rico: Dificilmente entrará um rico no reino dos céus (v. 23). Mais ainda, quando lês esta frase, considera que a morte pode arrancar-te esses bens, que a violência de alguém mais forte que tu podes tirar lhe estes bens. E, no fim de contas, terias preferido bens menores em lugar de grandes riquezas, e trocos em vez de tesouros de graça. Pela sua própria natureza, esses bens são perecíveis e não permanecem para sempre”.
Vale destacar que não podemos cometer o erro de achar que ajuntar bens espirituais é fazer poupança no banco de Deus; primeiro porque Deus não é banqueiro que vai te devolver com juros e correção monetária; e em segundo e mais importante a se destacar é que a salvação não pode ser comprada por mais ninguém, pois Jesus Cristo no la deu gratuitamente com seu sacrifício de Cruz.
São Vicente de Paulo, presbítero na Conferência de 16 maio 1659, “Sur l’indifférence” nos ensina: Onde está o coração que ama? No objeto do seu amor. Assim, onde está o nosso amor, aí está cativo o nosso coração; não consegue libertar-se, não consegue elevar-se, não consegue ir nem para a direita nem para a esquerda; ei-lo bloqueado. Onde está o tesouro do avaro, aí está o seu coração; e onde estiver o nosso coração, aí estará o nosso tesouro. O que é deplorável é que as coisas que nos mantêm nessa servidão normalmente são completamente indignas de nós. E que coisas! Um nada, uma imaginação, uma palavra mais seca que nos dirigiram, a ausência de um acolhimento simpático, uma recusazinha, o simples pensamento de que não somos tidos em grande conta: tudo isso nos fere e nos indispõe ao ponto de não conseguirmos recuperar! O amor-próprio amarra-nos a essas feridas imaginárias; não conseguimos sair daí, ficamos presos interiormente. E por quê? Porque estamos cativos desta paixão. Será que temos a gloriosa liberdade dos filhos de Deus? (Rm 8,21) Ou estamos apegados aos bens, às comodidades, às honrarias?
Na leitura do segundo livro de Reis vemos que Atália, filha de Acab e Jezabel, quis continuar a política anti-javista e a promoção do culto de Baal, agora no Sul. Ela elimina o restante família real; mas a filha do rei Jorão e mulher do sumo-sacerdote Jóiada, tomou Joás, filho de Acazias, e livrou-o do massacre dos filhos do rei, escondendo-o no templo. Passados sete anos, e após uma bem preparada conjura, Joás é proclamado rei (835-796) e entronizado. A linha baalista de Jezabel é destroçada pela reação da casta sacerdotal, e o templo de Baal, erguido no centro de Jerusalém, é destruído. Apesar da tentativa de Atália para destruir todos os possíveis descendentes de David, Deus intervém e salva um rebento dessa estirpe, que leva em si a esperança do Messias.

Rezemos com o Salmista: Se teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei! Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2Rs 11,1-4.9-18.20 
Salmo: Sl 131
Evangelho: Mateus 6,19-23

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