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Ano Par › 04/06/2018

Segunda Feira – 9ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

“A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular”.
Jesus é a pedra angular e as lideranças religiosas viam nele alguém que representava perigo por colocar em risco as benesses que tinham junto ao poder romano. Jesus tinha que ser evitado e se necessário até eliminado.
Jesus é a própria liberdade e não tinha “rabo preso” com esquemas mundanos e por isto leva a verdade até as últimas consequências.
O dono da vinha é a figura do Pai amoroso que faz o possível e o impossível para que a sua “Vinha” frutifique, mas além de não ter os frutos ele é traído pelos responsáveis pela vinha.
Quando amamos alguém damos sinais e mandamos recados através de interlocutores e é exatamente isto que Deus faz conosco através de seus profetas, dos santos e da Virgem Maria que vieram e com sua vida tentaram mostrar a nós o amor de Deus para com a humanidade. Na profecia de Jeremias 7,25s podemos confirmar isto ao ler: “Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos os meus servos, os profetas, cada dia os enviei, incansavelmente. Mas não me escutaram, nem prestaram ouvidos, mas endureceram a sua cerviz e foram piores que seus pais”.
São Basílio, bispo e doutor da Igreja nas Regras monásticas, Regras Maiores nos ensina: “Deus tinha criado o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26), e havia-o julgado digno de o conhecer a si mesmo, pois fora considerado acima de todos os animais devido ao dom da inteligência, fora criado no gozo das incomparáveis delícias do Paraíso, e feito senhor de tudo o que se encontrava sobre a Terra. No entanto, ao vê-lo, instigado pela serpente, cair no pecado e, pelo pecado, na morte e no sofrimento que a ela conduzem, não o rejeitou. Pelo contrário, deu-lhe desde logo o auxílio da sua Lei; designou anjos para o guardarem e para tomarem conta dele; enviou profetas para lhe reprovarem a maldade e lhe ensinarem a virtude. Quando, apesar destas graças e de muitas outras, os homens persistiram na desobediência, não se afastou deles. Tendo nós ofendido o nosso benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua proteção, não fomos abandonados pela bondade do Senhor nem obliterados do seu amor, antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo, e a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda. Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo (Fl 2,6-7). Ele tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores, foi ferido para nos salvar pelas suas chagas (Is 53,4-5). Ele resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-se maldição por nós (Gl 3,13); sofreu a mais infamante morte para nos conduzir à vida da glória. E não lhe bastou devolver à vida aqueles que estavam na morte: revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo (Sl 115,12), como retribuiremos tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom que nada pede em compensação por suas graças: contenta-se em apenas ser amado”.
Por falar em ser amado que tipo de amor nutrimos? O amor que vivemos na comunidade, em nossas relações com as pessoas, vem de onde? Daquele que é o Amor, ou de interesses outros.
Na leitura da segunda Carta de Pedro nos é ensinado que devemos nos dedicar em juntar à nossa fé à virtude o conhecimento e do autodomínio. A fé não pode ser “burra” a ponto de recusar a ouvir a ciência e em especial aprender a controlar nossos impulsos ou seja dominar os instintos.

Rezemos com o salmista: Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois meu Deus, no qual confio inteiramente”. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: 2 Pd 1,2-7
Salmo: 90
Evangelho: Marcos 12,1-12

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