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Ano Par › 21/05/2018

Segunda Feira – 7ª. Semana do Tempo Comum

Amados irmãos e irmãs31901959_1676103015808250_5698472839221346304_n
“Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.
Os apóstolos, em especial Thiago, João e Pedro tinham acabado de experimentar a magnifica manifestação de glória e poder no monte da transfiguração e em seguida o fracasso de não conseguirem expulsar um espírito mudo. Jesus vai dizer que faltou autoridade, mas que autoridade é esta se já estavam investidos na autoridade de apóstolo. É a autoridade que só se tem pela santidade de vida e pela oração.
Você tem autoridade para ensinar? Muitos imaginam que esta autoridade da qual o Evangelho fala é a autoridade de um ministério ordenado como o de um bispo, padre, diácono ou até mesmo uma provisão em um ministério; quando na verdade ter autoridade é outra coisa. Vejam por exemplo quando um pai alcoólatra vai repreender o filho que está tomando cerveja, este pai não tem autoridade e isto porque ele não faz o que ensina. Tudo isto significa não viver o que prega.
Quanto a cura de algumas enfermidades, sobretudo as psíquicas, em que não se sabia a origem, no tempo de Jesus eram atribuídas a um espírito impuro (ao demônio). Da mesma forma que pela falta de explicação para o nascimento de crianças deficientes eles atribuíam isto a maldição sobre os pais.
Ficamos a imaginar que a saia justa dos apóstolos é ainda hoje vestida por muitos que quando na missão são chamados, por exemplo , a rezar pela saúde de uma pessoa e logo em seguida a pessoa morre , provocando no discípulo um sentimento de fracasso.
O beato Charles de Foucauld, eremita e missionário no Saara em suas meditações sobre os Evangelhos nos ensina: “A virtude que Nosso Senhor recompensa, a virtude que Ele louva, é quase sempre a fé. Por vezes louva o amor, como com Madalena (Lc 7,47); por vezes a humildade, mas esses exemplos são raros; é quase sempre a fé que recebe d’Ele recompensa e louvores. Porquê? Sem dúvida porque a fé é, se não a mais alta virtude (a caridade ultrapassa-a), pelo menos a mais importante, pois é o fundamento de todas as outras, incluindo a caridade, e também porque é a mais rara.
Ter verdadeiramente fé, a fé que inspira todas as ações, essa fé sobrenatural que despoja o mundo da sua máscara e mostra Deus em todas as coisas; que faz desaparecer todos os impossíveis; que retira sentido às palavras de inquietação, de perigo, de medo; que faz com que se caminhe na vida com uma calma, uma paz e uma alegria profundas, como um menino levado pela mão da mãe; que conduz a alma a um desapego tão absoluto de todas as coisas sensíveis, cujo vazio e puerilidade detecta claramente; que proporciona tal confiança na oração, a confiança da criança que pede uma coisa boa a seu pai; essa fé que nos mostra que tudo o que não for agradar a Deus é mentira; essa fé que nos faz ver tudo a outra luz — os homens como imagens de Deus, que é preciso amar e venerar, como retratos do nosso Bem-Amado, a quem devemos fazer todo o bem possível; as outras criaturas, como coisas que devem, sem exceção, ajudar-nos a ganhar o céu, louvando a Deus, quer através delas quer privando-nos delas — essa fé que, deixando entrever a grandeza de Deus, nos faz ver a nossa pequenez; que nos leva a fazer sem hesitar, sem corar, sem temer, sem jamais recuar, tudo o que é agradável a Deus: oh como é rara essa fé! Meu Deus concede-nos! Meu Deus eu creio, mas aumenta a minha fé! Meu Deus faz com que eu creia e ame.
Na leitura da Carta de São Tiago nos é mostrado que todo aquele que é sábio e inteligente é também manso e pacificador. Se assim o é porque então muitos de nós que nos consideramos inteligentes fomentamos, com as nossas palavras e ações, inveja e rivalidade. Nas nossas atitudes incoerentes “estão às desordens e toda espécies de obras más”. A sabedoria jamais pode contribuir com a divisão. Pensemos nisto.

Rezemos com o Salmista: É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu rochedo e redentor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Tiago 3,13-18
Salmo: 18/19
Evangelho: Marcos 9,14-29

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