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Ano Par › 12/02/2018

Segunda Feira – 6ª. Semana Tempo Comum

Amados irmãos e irmãs27540768_1569631446455408_4828278705253420279_n

“Jesus, porém, suspirando no seu coração, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: jamais lhe será dado um sinal”.
A brevidade da cena e do diálogo mostra a decisão deliberada e firme de Jesus. A adesão à pessoa de Jesus não pode se dar através de gestos espetaculares, de um sinal vindo do céu, mas através de uma decisão livre. Infelizmente nos dias de hoje vivemos muito o cristianismo dos sinais; algumas denominações não mais fazem momentos de adoração, louvor, silêncio e escuta, mas fica o tempo todo dando “testemunhos” e olha que alguns já se provaram são comprados.
É a Igreja do marketing da televisão e redes sociais onde os fiéis são tratados como “clientes” e se trava uma concorrência desleal com outras denominações. Em alguns destes lugares chega-se ao cúmulo de marcar hora para Jesus fazer o milagre; assim como também marcam hora para satanás aparecer e ser expulso.
Isto tudo demonstração de imaturidade da fé ou incredulidade; os milagres de Jesus não podem ser manipulados.
Talvez também nós sejamos vítimas da miopia religiosa que fica a procura de sinais estrondosos. Precisamos entender que Jesus é o sinal dado aos homens para que acreditem. E com Jesus podemos nós mesmos produzir o melhor sinal de Cristo em nossas vidas é o amor ao próximo que se traduz nas boas obras que devemos fazer
Para melhor entender o sinal que precisamos faremos uso das palavras de São Pio de Pietrelcina, capuchinho na CE, 57; Carta 3, 400ss. O mais belo ato de fé é aquele que brota nos teus lábios em plena obscuridade, entre os sacrifícios, os sofrimentos, o supremo esforço de uma vontade firme de fazer o bem. Tal como o relâmpago, este ato de fé rasga as trevas da tua alma; no meio dos raios da trovoada, eleva-te e conduz-te a Deus.
A fé viva, a certeza inabalável e a adesão incondicional à vontade do Senhor são a luz que ilumina os passos do povo de Deus no deserto. É esta mesma luz que brilha a cada momento em qualquer espírito agradável ao Pai. Foi também esta luz que conduziu os Magos e os levou a adorar o Messias recém-nascido. Ela é a estrela profetizada por Balaão (Nm 24,17), a tocha que guia os passos de cada homem que procura a Deus.
Ora, esta luz, esta estrela, esta tocha são também o que ilumina a tua alma, o que dirige os teus passos para evitar que cambaleie, o que fortifica o teu espírito no amor de Deus. Tu não o vês, não o compreendes, mas também não é necessário. Tu apenas verás trevas, que não são evidentemente as dos filhos da perdição, mas as que rodeiam o Sol eterno. Toma por seguro que este Sol brilha na tua alma; o profeta do Senhor cantou a seu respeito: Com a Tua luz eu verei a luz (Sl 35,10). Este é o sinal de que tanto precisamos!
Na leitura da carta de são Tiago que era bispo de Jerusalém dirigida às doze tribos da diáspora, ou seja, os judeus que viviam fora da Palestina, é uma carta que nos ensina que a devoção e a piedade só são verdadeiras quando se refletem na vida dos crentes. Se forme aparências de devoção não agradam a Deus. A verdadeira devoção não é simples aspiração da alma, nem palavreado fácil. Precisamos de uma fé que se traduza em obras revelando aos pobres o valor da provação, das suas angústias e por outro lado, aos ricos o perigo que das riquezas.

Rezemos com o Salmista: Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei! Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade! Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Tiago 1,1-11
Salmo: 118/119
Evangelho: Marcos 8,11-13

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