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Ano Par › 26/11/2018

Segunda Feira – 34ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs 
QUEM SÃO OS 144.000?
Os cento e quarenta e quatro mil das tribos dos filhos de Israel simbolizam a Igreja toda no fim dos tempos; pois os servos do nosso Deus só podem ser a Igreja.
O mesmo livro do Apocalipse 7,9 declara que havia, além dos 144.000, uma grande multidão de todas as nações que eram também redimidos. Estes textos não devem ser interpretados como uma designação literal daqueles que irão para o céu. Mulheres, não só homens também estarão no céu. Pessoas que são casadas na terra, não exatamente virgens, estarão lá. Gentios, junto com judeus, estarão no céu. As descrições são simbólicas, tal como é o número. Podemos com certeza esperar ver muito mais do que 144.000 pessoas redimidas no céu.
No Evangelho vale destacar que se dermos ao Senhor somente o que sobra é porque demos aquilo que não estamos precisando; ou o que damos está nos atrapalhando.
Como vivemos de doação aqui na comunidade temos situações em que recebemos telefonemas para buscar doação de móveis e quando lá chegamos percebemos que na verdade aquela pessoa não queria nos doar, mas sim queria se livrar de ter que pagar carreto para o lixão.
Notem que as duas moedinhas não foram dadas de esmola, mas era uma oferta dentro de uma celebração e cremos ser este um excelente momento de nós cristãos buscarmos entender a diferença entre oferta, dizimo e esmola.
Outro detalhe a destacar é o contraste entre a ostentação e a pobreza. O Templo caracterizava-se por seu imenso luxo e riqueza, com suas muralhas de pedra, seus pátios com arcadas e a grande construção central, decorada com placas e florões de ouro maciço. Pelo Templo circulavam os escribas e os sacerdotes, com roupas ostentando prestígio, e os ricos que faziam suas ostensivas ofertas. Com tudo isto os pobres se sentiam diminuídos. Ainda hoje muitos tentam ligar a riqueza material (prosperidade) como sinal de benção e aí vem Jesus e adota os pobres como opção preferencial.
Em relação ao que damos a Deus também é importante destacar a questão do tempo; pois é muito importante. Quando a Igreja precisa de alguém para um trabalho pastoral a primeira desculpa que ouvimos é que não tem tempo ou dizem: Se tiver um tempinho…
O Bem-aventurado Charles de Foucauld, eremita e missionário no nas Meditações sobre as passagens dos santos evangelhos relativos a quinze virtudes, nº 69 nos ensina que Deus não associou a salvação à ciência, à inteligência, à riqueza, a uma longa experiência, a dons raros que nem todos receberam. Ligou-a aquilo que está ao alcance de todos, de absolutamente todos, dos jovens e dos velhos, dos seres humanos de todas as idades e classes, com todo o tipo de inteligência e fortuna. Associou-a aquilo que todos, absolutamente todos, Lhe podem dar, àquilo que todo o ser humano, seja quem for lhe pode dar, bastando que tenha um pouco de boa vontade: um pouco de boa vontade é tudo o que é preciso para ganhar esse céu que Jesus liga à humildade, ao fato de nos fazermos pequenos, de tomarmos o último lugar, de obedecermos; que liga ainda à pobreza de espírito, à pureza de coração, ao amor da justiça, ao espírito da paz, etc. (Mt 5,3ss). Tenhamos esperança, uma vez que através da misericórdia de Deus a salvação está tão próxima de nós, que nos basta apenas um pouco de boa vontade para obtê-la.
Rezemos com o salmista: Ó Senhor, Deus de Israel ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra nós vos pedimos que nos dê mãos puras e inocente coração para que como a pobre viúva do Evangelho tenhamos a humildade e desprendimento e assim possamos ser contados entre os vossos eleitos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Apocalipse 14,1-5
Salmo: 23
Evangelho: Lucas 21,1-4

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