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Ano Ímpar › 13/11/2017

Segunda Feira – 32ª. Semana comum

23131642_1484318564986697_5922468578140831222_nAmados irmãos e irmãs
“Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe.
Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: Estou arrependido, perdoar-lhe-ás”.
Perdoar não é esquecer mas se lembrar sem mágoas!
Perdoar é refazer a relação rompida, que acontece em cada encontro com aquele que perdoamos, é abrir um sorriso, é saudá-lo com alegria, é chamá-lo de meu irmão, e assim em cada encontro desses o perdão dado se renova e vai sendo confirmado com as nossas atitudes amistosas e fraternas.
Jesus alerta contra o escândalo provocado intencionalmente e que desestimula os membros da comunidade a permanecerem fiéis.
A falta de perdão ou a recusa dele, a falta de misericórdia, é pedra de tropeço, é escândalo, pois é incompatível com uma vida que se pretenda cristã. A Igreja como Comunidade dos reconciliados deve ser marcada pela disposição permanente ao perdão.
Como é difícil estar na comunidade e ser ofendido por alguém tendo de perdoar ou então ofender alguém e ter que reconhecer publicamente o erro e pedir perdão. Tanto uma como outra coisa parece difícil;pois no mundo de hoje perdoar o que nos ofendeu dá a impressão de que estamos passando a mão na cabeça ou sendo conivente com o erro ao passo que pedir perdão tem a conotação de rebaixar e humilhar o que não seria conveniente para um homem moderno.
A palavra escândalo vem do grego “skándalon” que significa pedra de tropeço que aparece ou que é colocada no caminho de alguém para leva-lo a cair.
Jesus está a dizer que os cristãos não podem ser pedras de tropeço e ainda mais devem ajudar a levantar os que caírem, esta é a nossa responsabilidade. Responsabilidade que significa ser coerente e jamais se tornar escândalo para os demais; em especial os pequenos que são os que ainda estão fracos na fé.
Sabemos que a comunidade cristã não é feita de pessoas isentas de fraquezas e limitações. Assim sendo o perdão não é apenas uma exigência moral, e sim o testemunho visível da reconciliação de Deus operando em cada um de nós. O perdão é a expressão máxima do amor.
O pedido dos apóstolos é um pedido de socorro: “Aumenta a nossa fé!” Nós deveríamos diariamente fazer a Jesus este pedido, pois só assim seremos perseverantes.
Na leitura do livro da Sabedoria nos é ensinado que devemos procurar a simplicidade do coração sabendo que o Espírito Santo é o educador de nossas almas. Como é bom saber que temos um Educador com “E” maisculo ; Ele é o Senhor.
Rezemos com o Salmista: Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais;se eu descer até o abismo, estais presente. Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares, mesmo lá vai me guiar a vossa mãoe segurar-me com firmeza a vossa destra. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Sabedoria 1,1-7
Salmo: 138/139
Evangelho: Lucas 17,1-6

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