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Ano Par › 05/11/2018

Segunda Feira – 31ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs 

Fazer o bem e não olhar a quem! Velho jargão, mas que serve bem para entender melhor a mensagem de hoje.
A maioria das pessoas e dentre elas inúmeros cristãos fazem o bem pensando na recompensa, ou seja, vou emprestar o carro, o dinheiro, vou dar presente, visitar e ajudar no trabalho porque amanhã posso precisar. Tem alguns que dizem; “A gente nunca sabe o que nos espera amanhã”. Tudo isto é abominável aos olhos de Deus, pois este tipo de caridade não é cristã, pois foi feita com segundas intenções. Quantas vezes ouvimos de algum membro da comunidade esta máxima: “Eu não faria isto prá ninguém no mundo, mas você sabe que para o padre a gente não pode negar”. Assim como para o padre outros o farão para o bispo, para o gerente do banco, para o chefe na empresa, para o vizinho rico, etc. E o famoso agradar a água para pegar o peixe!
Quando Jesus nos diz para convidar os pobres e doentes é porque estes talvez não tenham como te retribuir.
Na Comunidade Missionária Divina Misericórdia sempre dizemos em nossas formações que uma das coisas mais belas que vemos aqui dentro é que a maioria dos nossos assistidos como trecheiros (andarilhos) e outras categorias de moradores de rua jamais serão vistos por nós e portanto não podemos esperar recompensa alguma exceto a de simplesmente servi-los e ver em seus rostos a alegria de sentirem gente, de se sentirem amados e socorridos em suas necessidades mais elementares.
Nós cristãos precisamos entender o que é a gratuidade nas relações; não podemos querer formar um clube “privê”, onde só possa fazer parte quem tiver algo a oferecer em termos materiais.
Somos criados para a comunhão de vida com nossos semelhantes, próximos e irmãos e necessitamos fazer esta experiência da partilha onde ninguém é dono de nada, mas ao mesmo tempo todos são donos de tudo!
São Gregório de Nazianzo, bispo e doutor da Igreja nos escritos sobre o amor aos pobres, 4-6; PG 35, 863 nos ensina: o primeiro e o maior dos mandamentos, o fundamento da Lei e dos Profetas (Mt 22,40), é o amor que, no meu parecer, dá a sua maior prova através do amor aos pobres, da ternura e da compaixão pelo próximo. Nada honra tanto a Deus como a misericórdia, pois nada se lhe assemelha tanto. “A retidão e a justiça são a base do teu trono” (Sl 89,15) e Ele prefere a misericórdia ao juízo (Os 6,6). Nada como a benevolência entre os homens para atrair a benevolência do Amigo dos homens (Sb 1,6); a sua recompensa é justa, Ele pesa e mede a misericórdia. Temos de abrir o nosso coração a todos os pobres e a todos os infelizes, sejam quais forem os seus sofrimentos. É esse o sentido do mandamento que nos pede: “Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram” (Rm 12,15). Sendo nós também homens não será conveniente sermos benevolentes para com os nossos semelhantes?
Aos filipenses Paulo ensina que nada do que fazemos deve ser em busca de vanglória, de elogios, ou coisas mais. Não devemos estar a busca de holofotes e de modo especial não estamos a competir com a outra paróquia ou com a outra comunidade; façamos tudo com humildade e deixemos que o outro seja mais importante. Não nos preocupemos só como que é nosso, mas também com o que é do outro. Afinal tudo o que fizermos seja feito para honra e glória daquele que nos enviou ao seu serviço; Ele que é o Pai de todos e dono de tudo!
Com o salmista rezemos: A minha alma Confia no Senhor, ó Israel, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade! Faça de nós servos desprendidos que só busque o amor como recompensa maior para todos. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Filipenses 2,1-4
Salmo: 131 
Evangelho: Lucas 14,12-14

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