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Ano Par › 05/12/2016

Segunda Feira – 2ª. Semana do Advento

15380300_1152030151548875_4798548544340803954_nAmados irmãos e irmãs
“Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: Hoje vimos coisas maravilhosas!”
Assim como o paralítico em nossa caminhada para chegar até Jesus é preciso ter perseverança e superar obstáculos de origem pessoal que neste caso era a paralisia, os obstáculos de origem externa que no Evangelho é a multidão que se interpõe entre o necessitado (o paralítico) e Jesus (poder divino).
Torna se urgente que saibamos identificar os obstáculos que temos pela frente que nos impede de ter este encontro com Jesus para sermos curados e melhor ainda perdoados. Com certeza um destes obstáculos nós já sabemos e é o pecado.
Jesus é aquele que cura, que perdoa e que salva. Jesus vê a fé das pessoas que carregam o paralítico. Jesus confere o perdão libertando o homem do complexo de culpa e possibilitando sua relação com Deus e com os demais homens. Não há notícia que seja melhor do que a notícia da reconciliação com Deus.
A Palavra de Deus não se limita apenas em denunciar nosso pecado e nossa vida sem rumo, mas ela também nos brinda com a grande notícia do perdão: “Teus pecados estão perdoados!”. Por isso, podemos viver a liberdade que o pecado paralisava. O perdão dos pecados é mais urgente do que qualquer coisa porque o pecado é a maior das desgraças que tortura ou aflige a humanidade.
O Papa Francisco na Exortação Apostólica: Evangelii Gaudium n. 64 nos ensina que quem não tem fé, continua a pensar que os mais graves problemas da humanidade são: a saúde, a economia, a gestão do poder, o subdesenvolvimento, etc. Somente quem tem fé reconhece que o mais grave problema do homem é o pecado e a falta de amor. Daí provém outros problemas maiores. O processo de secularização tende a reduzir a fé e a Igreja ao âmbito privado e íntimo. Além disso, com a negação de toda a transcendência, produziu-se uma crescente deformação ética, um enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social e um aumento progressivo do relativismo; e tudo isso provoca uma desorientação generalizada, especialmente na fase tão vulnerável às mudanças da adolescência e juventude… Vivemos numa sociedade da informação que nos satura indiscriminadamente de dados, todos postos ao mesmo nível, e acaba por nos conduzir a uma tremenda superficialidade no momento de enquadrar as questões morais. Por conseguinte, torna-se necessária uma educação que ensine a pensar criticamente e ofereça um caminho de amadurecimento nos valores.
Na leitura do Livro do Profeta Isaías vemos que é Ele mesmo, o próprio Deus, que vem para vos salvar. Santo Ireneu de Lyon bispo e mártir no sermão contra as heresias III, 2, 2 nos ensina que em outro texto Isaías profetizou que Aquele que nos iria salvar não era um mero homem, nem um ser incorpóreo, como os anjos: Não foi um mensageiro nem um enviado que os redimiu, mas foi Ele em pessoa. Com o seu amor e a sua ternura, livrou-os do perigo, sustentou-os e amparou-os constantemente nos tempos antigos (63,9). Mas este Salvador, o Verbo, também seria verdadeiramente um homem visível: Contempla Sião, os teus olhos verão Jerusalém (cf 33,20).
Rezemos com o Salmista: A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Is 35,1-10
Salmo: Sl 84
Evangelho: Lc 5,17-26

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