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Ano C, Ano Ímpar › 21/01/2019

Segunda feira – 2ª Semana comum

Amados irmãos e irmãs 
O jejum é mais uma vez motivo de polêmica entre os que não seguiam Jesus. Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando e os discípulos de Jesus, não. Marcos não diz, mas é Lucas quem nos informa que os fariseus jejuavam duas vezes por semana (Lc 18,12). O livro do Levítico prescreve o jejum para “o dia do perdão” (Lv 16,29-30).
A página do Evangelho de hoje dá ao jejum um caráter cristológico: é em relação a Cristo, o esposo, que o jejum deve ou não ser praticado. O jejum não deve mais ser praticado para simplesmente cumprir a lei, mas sim como ascese; isto é por nossa vontade queremos ser mais íntimos de Jesus e a Ele oferecemos o jejum e outras práticas. O jejum deve ser aliado a oração; pois jejum sem oração nada mais é do que regime para emagrecer.
Portanto Jesus não aboliu o jejum, mas reinterpretou o que implica uma nova prática.
Quantos de nós hoje também não agimos como os fariseus e exageramos em tantos exercícios não para buscar a santidade, mas para aparecer e ser respeitado como alguém que é piedoso; quando na verdade piedade nada tem a ver com isso.
O jejum tem como objetivo principal nos levar tornar senhor de si mesmo, dominar nossos instintos e paixões. É a virtude da temperança que fala mais alto.
Sabiamente a Igreja nos ensina que no domingo não é dia de jejum; pois o domingo é o dia dedicado ao Senhor e por isto ele deve ser dia de festa e alegria.
Assim como a essência do jejum não muda a essência do Cristianismo também não muda; é sempre a mesma, anunciamos Jesus Cristo, o mesmo de Ontem, de hoje e de sempre, mas temos que entender que devemos atualizar a mensagem; usar os novos métodos nessa missão.
Já imaginou se quiséssemos evangelizar nos dias de hoje como nos tempos da Igreja Primitiva? Não poderíamos usar microfones, redes sociais, etc.; praticamente seria impossível evangelizar.
A carta aos hebreus nos diz que Jesus embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. Ele não prevaleceu desta condição e por isto nós também somos chamados a obediência; pois esta nos leva ao caminho da perfeição.
Rezemos com o Salmista: Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei! Jurou o Senhor e manterá sua palavra: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Hebreus 5,1-10
Salmo: 110 
Evangelho: Marcos 2,18-22

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