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Ano Par › 08/10/2018

Segunda Feira – 27ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 

“Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Vai, e faze tu o mesmo”.
Qual é em nossos dias a estrada que liga Jerusalém a Jericó?
Quem é este homem que foi atacado por ladrões? E por fim quem são os samaritanos que passam por este caminho? Estas perguntas são respondidas por Jesus a cada um de nós quando refletimos esta belíssima página do evangelho.
Casais recasados, mães solteiras, pessoas com má fama no campo da moral. Irmãos e irmãs com quem ninguém quer perder tempo estão ali no nosso caminho, mas não significam nada para os que se julgam importantes.
Os feridos da Comunidade, é estar com eles o tempo todo, é cuidar de suas feridas, é providenciar para que sejam acolhidos e muito bem hospedados na comunidade ou na pastoral. Enfim, é ir além do procedimento habitual, é dar-se de si, tudo o que tem para aqueles que nada têm.
Quando estávamos caminhando para esta missa com certeza passamos por pessoas bêbadas ou drogadas e desviamos o nosso olhar. Talvez por medo, mas se pensarmos bem não foi só pelo possível perigo que elas possam representam, mas muito mais pela nossa comodidade.
Dessa maneira o bom samaritano que devemos ser é aquele que “atua” como Deus, seguindo o exemplo de Jesus, é aquele que sente o sofrimento dos homens aos quais se faz próximo para aliviar a dor, curá-los, defendê-los, dar-lhes vida.
As pessoas estão ao nosso redor, depende de nossa atitude para que se convertam em nossos próximos! Somente seremos como o bom samaritano se agirmos pela compaixão e nos aproximarmos delas e praticamos a misericórdia.
O Papa Francisco disse: “Em um mundo em que temos tantas riquezas e recursos para dar de comer a todos, não se pode entender como há tantas crianças famintas, sem educação, tantos pobres… A pobreza, hoje, é um grito, todos devemos pensar se podemos nos tornar um pouco mais pobres”. Ele por primeiro se pergunta: “Como posso me tornar um pouco pobre para me assemelhar a Jesus, mestre pobre”.
O Evangelho nos manda ser imitadores de Deus, próximo de todos (as) necessitados (as), porque só é possível encontrar a vida, defendendo-a, cuidando-a naqueles na qual está ameaçada.
O papa emérito Bento XVI na Encíclica “Deus caritas est”, §15 nos ensina: A parábola do bom Samaritano leva a dois esclarecimentos importantes. Enquanto o conceito de próximo, até então, se referia essencialmente aos concidadãos e aos estrangeiros que se tinham estabelecido na terra de Israel, ou seja, à comunidade solidária de um país e de um povo, agora este limite é abolido. Qualquer um que necessite de mim e eu possa ajudá-lo, é o meu próximo. O conceito de próximo fica universalizado, sem deixar, todavia de ser concreto. Apesar da sua extensão a todos os homens, não se reduz à expressão de um amor genérico e abstrato, em si mesmo pouco comprometedor, mas requer o meu empenho prático aqui e agora. Continua a ser tarefa da Igreja interpretar sempre de novo esta ligação entre distante e próximo na vida prática dos seus membros. É preciso, enfim, recordar de modo particular a grande parábola do Juízo final (cf Mt 25,31-46), onde o amor se torna o critério para a decisão definitiva sobre o valor ou a inutilidade de uma vida humana. Jesus identifica-Se com os necessitados: famintos, sedentos, forasteiros, nus, enfermos, encarcerados. Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes. Amor a Deus e amor ao próximo fundem-se num todo que se tornou mais próximo e mais íntimo a nós que a nós próprios, conscientes de que quem ama descobre logo a quem amar. O amor é o caminho para herdar a vida eterna.
Na carta aos gálatas Paulo nos ensina que não podemos mudar o Evangelho a pretexto de agradar aos homens ou adequar a certas conveniências, o anúncio do Evangelho não pode ser comandado por modas culturais e espiritualistas. Ele termina dizendo que o Evangelho que anuncia não foi revelado por nenhum homem, mas pelo próprio Cristo Jesus.
Rezemos com o Salmista: Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gl 1,6-12
Salmo: 110
Evangelho: Lucas 10,25-37

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