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Ano Par › 11/06/2018

Segunda Feira – 10ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs
A primeira bem-aventurança é o fundamento de todas as outras e ela diz: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” A pobreza de espírito é uma pobreza em relação a Deus: diante de Deus, o ser humano se encontra sem nada. É o nosso nada diante do tudo que é Deus, é colocar-se totalmente nas mãos do Pai. É renunciar a si mesmo para que Deus seja tudo em nós.
Este sermão das bem aventuranças é também conhecido como sermão da montanha enumera oito bem aventuranças e são elas:
1 ª.- “Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
2 ª.- “Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
3 ª.- “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados.
4 ª.- “Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados.
5 ª. – “Bem aventurados os que misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
6 ª. – “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.
7ª. – “Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”.
8 ª. – “Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça, porque deles é o reino dos céus.” (Mt. V, 1-10). .
Os grandes Doutores que comentaram esse Sermão notam que Jesus, sempre que era cercado pela multidão, se apartava dela, retirando-se ou para um monte – como neste caso – ou para uma barca, a barca de Pedro, como se conta em Luc. 5, 2, ou para o deserto (Luc. 4, 41). Por que se afastava Cristo da multidão?
Conforme São João Crisóstomo, “parece que Cristo quis evitar o ver-se envolvido pelas turbas, e por isso subiu a um monte, para falar especialmente a seus discípulos”. E ainda nos ensina São João Crisóstomo: “Nisto de pregar sobre um monte e na solidão, e não na cidade, nem no fórum, ensinou-nos Jesus a nada fazer por ostentação, e separar-nos dos tumultos, principalmente quando convém discorrer sobre coisas necessárias”. Vê-se bem, por esse comentário do grande São João Crisóstomo, como difere a mentalidade cristã da mentalidade que domina em nosso tempo.
Hoje, infelizmente, os pregadores buscam a multidão, correm atrás dela, preferem o tumulto das turbas ao silêncio da oração e ao isolamento da humildade. Buscam ter prestígio, e, para isso, querem agradar a multidão, segui-la, imergir nela, ora usando meios e métodos demagógicos, ora capitulando diante de seus caprichos, ou calando e omitindo-se diante de suas paixões desregradas.
Prestígio e fama são como a sombra: nunca se alcança, quando se corre atrás deles.
Refletindo este Evangelho o Papa Francisco nos diz: “Somente quando se abre o coração a Deus é possível entender a nova lei que Ele traz: as bem-aventuranças. São os novos mandamentos, mas se não temos o coração aberto ao Espírito Santo, parecerão bobagens. Pois ser pobre, doce, misericordioso parece não levar ao sucesso. E não entenderemos isso se não tivermos o coração aberto ao Espírito Santo. Esta é a lei para os que foram salvos e abriram seu coração à salvação. Esta é a lei dos livres, com aquela liberdade do Espírito Santo”.
Isaac da Estrela, monge cisterciense no Sermão 1 para o dia de Todos os Santos ; SC 130 nos ensina: Como eu gostaria de me sentar com Jesus no monte, de me sentar a seus pés e receber a sua doutrina! No meio da multidão, Ele está de pé, Ele anda, Ele age, Ele cansa-Se, Ele é empurrado, pelo que não é possível, nem a Ele nem aos seus discípulos, comer o pão da vida e da inteligência, beber a água da sabedoria, que se bebe com calma e que é extraída pelos que estão em paz, porque o poço é fundo. Assim, tomando a palavra para se dirigir ao coração de Jerusalém, falando-lhe no deserto, isto é, no alto do monte, Ele disse: Felizes os puros de coração. A própria Bem-aventurança fala da felicidade; o voluntariamente Pobre, da Pobreza; o Rei, do reino; o Consolador (Jo 14,16), da consolação; o verdadeiro Pão (Jo 6,35), da saciedade; a própria Misericórdia, da misericórdia; a Pureza de coração, da purificação do coração; a verdadeira Paz e o Filho por natureza, da pacificação e da adoração filial. Felizes os puros de coração. É com muita sabedoria que Ele propõe a todos, antes de mais, que todos procurem. Quem não gostaria de ser feliz? Porque se entregam os homens a lutas, a atividades perniciosas, a humilhações infligidas e sofridas? Não é para arrancar, de uma forma ou de outra, e como podem aquilo que lhes parece, de algum modo, conduzir à felicidade? É por isso que aquele que ensina todos os homens começa por reconduzir ao bom caminho os que se desviam; aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6) começa assim: Felizes os puros de coração.
Na leitura do primeiro Livro dos Reis vemos o exemplo de Elias, grande testemunha da santidade de Deus, num momento de decadência, em Israel, por causa da idolatria, que, por influência de Jezabel e com a conivência de Acaz, ia ganhando terreno. Elias não suporta a situação e anuncia a punição de Deus. O rei não suporta a intervenção do profeta, e procura matá-lo. Mas Deus está com Elias e diz-lhe: Vai-te daqui. O profeta refugia-se junto da torrente de Querit, onde Deus cuida do seu sustento.

Rezemos com o Salmista: Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro? Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra! Ele não deixa tropeçarem os meus pés, e não dorme quem te guarda e te vigia. Oh! não! Ele não dorme nem cochila, aquele que é o guarda de Israel! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Rs 17,1-6
Salmo: 120
Evangelho: Mateus 5,1-12

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