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História dos Santos › 09/05/2018

SÃO MÁXIMO, o confessor

SÃO MÁXIMO, O CONFESSOR († 662)

S MSão Máximo nasceu em Constantinopla em uma nobre família da qual recebeu uma boa educação. Foi um dos conselheiros do imperador Heraclio (610-641).

Naquela época, a heresia dos monofisitas, na qual acreditava também o imperador, alastrava-se fortemente. (do grego μονο = único, é uma doutrina cristológica do século V que admitia em Jesus Cristo uma só natureza, a divina. Foi elaborada por Eutiques em reação ao Nestorianismo e foi considerada também uma heresia. Esta doutrina era originária do Egito e estendeu-se progressivamente à Palestina e à Síria. Os monofisitas não aceitam, portanto, a doutrina das “duas naturezas”, decretada pelo Concílio de Calcedônia (451); negam a natureza humana de Jesus Cristo e, por consequência, reduzem os seus sofrimentos salvíficos na Cruz).

Máximo deixou então o palácio imperial e ingressou no monastério Cristopolsky do qual, tempos depois, tornou-se seu abade. Sendo teólogo e grande pensador de seu tempo, ardoroso defensor da ortodoxia, combateu com coragem os erros da doutrina monofisita. Foi frequentemente perseguido pelos inimigos da Igreja. Os argumentos de São Máximo em prol da ortodoxia foram tão conclusivos que depois de um debate público com o Patriarca monofisita de Constantinopla Pirro, este acabou por renunciar em 645 a heresia. Várias vezes foi deportado e chamado à Constantinopla. As exortações e as promessas dos hereges transformavam-se, freqüentemente, em ameaças, constrangimentos e golpes contra São Máximo. No entanto, o santo permanecia firme em suas convicções religiosas. Cortaram-lhe o braço direito e a língua para que não pudesse mais nem escrever nem proclamar e defender a verdade. Enviaram-lhe recluso ao Caucaso em Lasov, região da Mingrelia, onde faleceu em 13 de agosto de 662, data que já havia previsto. São Máximo escreveu muitas obras teológicas em defesa da Ortodoxia. Suas obras são valiosas por suas pregações sobre a vida espiritual e contemplativa, algumas das quais fazem parte da coleção dos sermões dos Santos Padres que falam da vida dos ascetas. Nestas pregações se revelam a profundidade espiritual e a agudeza de pensamento de São Maximo. Também escreveu uma obra explicando a Liturgia com grande significado teológico.

São Máximo, rogai por nós!

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