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Santoral › 24/09/2018

SÃO MATEUS APÓSTOLO 

Amados irmãos e irmãs 

“Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Nestas palavras Jesus desmistifica a questão dos chamados à conversão, ou seja: todos e em especial os doentes! O perdão só tem serventia aos pecadores. Também fica claro que a opção de Jesus é pelos pobres; mas isto não significa que os ricos estejam excluídos.
São Beda, o Venerável, monge e doutor da Igreja nas homilias sobre os evangelhos I, 21; CCL 122, 149, nos ensina: Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: “Segue-Me!” Viu-o, não tanto com os olhos do corpo, como com o seu olhar interior, cheio de misericórdia. Jesus viu um publicano e compadeceu-se dele; escolheu-o e disse-lhe: segue-Me, isto é, imita-Me. Disse para o seguir, não tanto com os passos, como no modo de viver. Porque quem diz que permanece em Cristo deve também proceder como Ele procedeu (1Jo 2,6).
Mateus levantou-se e o seguiu. Não devemos admirar-nos de que o publicano, ao primeiro chamamento do Senhor, abandonasse os negócios terrenos em que estava ocupado e, renunciando aos seus bens, seguisse Aquele que via totalmente desprovido de riquezas. É que o Senhor chamava-o exteriormente com a sua palavra, mas iluminava-o de um modo interior e invisível para que o seguisse, infundindo na sua mente a luz da graça espiritual, para que pudesse compreender que Aquele que na terra o afastava dos negócios temporais lhe podia dar no céu tesouros incorruptíveis (cf Mt 6,20).
Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos. A conversão de um publicano deu a muitos publicanos e pecadores um exemplo de penitência e de perdão. Foi, na verdade, um belo e feliz precedente: aquele que havia de ser apóstolo e doutor das gentes atraiu consigo ao caminho da salvação, logo no primeiro momento da sua conversão, um numeroso grupo de pecadores.
Paulo na carta aos Efésios afirma ser prisioneiro pela causa do Senhor, ou seja uma causa que não é dele e nós será que seríamos capazes de nos tornar prisioneiros pelo reino? Fica a pergunta para podermos refletir. O apóstolo ainda insiste na questão de atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo; confessamos que esta expressão renderia uma belíssima tese de mestrado; mas simplificando um pouco diríamos que este estado é o estado de graça e quanto à estatura é a infinitude do amor o que por esforço próprio é impossível; mas pela graça podemos atingir.
Rezemos com o Salmista: Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite essa mensagem, a noite à noite publica essa notícia. Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Efésios 4,1-7.11-13
Salmo: 18/19 
Evangelho: Mateus 9,9-13

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