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Santoral › 28/12/2017

Santos Inocentes (festa)

25348433_1524587410959812_6635963419984251468_nAmados irmãos e irmãs
“Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem!”
Seja qual for a exata historicidade da fuga da Sagrada Família para o Egito e a matança das crianças em Belém, a passagem deste evangelho de Mateus nos ajuda a entendermos toda a profundidade do nascimento do Messias. É a oposição das trevas contra a luz, da maldade contra o bem, do amor contra o ódio. Cumpre-se assim o que São João diz no Prólogo do seu evangelho: O sacrifício dos inocentes de Belém e as lágrimas de suas mães se convertem em símbolo de tantas pessoas que foram injustamente tratadas pela maldade humana e sofreram e continuam sofrendo sem nenhuma culpa. Morrem milhares de inocentes abandonados por suas mães assim que nasceram. São sacrificados muitos inocentes através da crueldade do aborto. Morrem milhares de inocentes vitimas da violência familiar, da prostituição infantil e da delinqüência juvenil.
Uma pergunta temos que fazer: Quem são as mães hoje que se vêem obrigadas a assistir a morte de seus filhos das mais diversas formas que pela evolução dos tempos com certeza envergonhariam até Herodes.
Jesus é o novo Moisés que vem para libertar seu povo, daí que tanto Moisés como Jesus sofreram perseguições desde o nascimento. O Faraó tinha dado ordem às parteiras para que todos os filhos dos hebreus deveriam ser mortos e jogados nas águas do rio Nilo e agora vemos a história se repetir com Herodes.
São Cipriano, bispo e mártir na Carta 58 nos ensina: O apóstolo João escreveu: Quem diz que permanece em Deus também deve caminhar como Ele caminhou (1Jo 2,6); e São Paulo: Somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos de Deus, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, pressupondo que com Ele sofremos, para também com Ele sermos glorificados (Rm 8,16ss). Irmãos caríssimos, imitemos Abel, o justo, que inaugurou o martírio sendo o primeiro a sofrer a morte pela justiça (Gn 4,8) ; imitemos os três jovens, Ananias, Azarias e Misael, que venceram um rei pelo valor da sua fé (Dn 3). Os profetas a quem o Espírito Santo deu a conhecer o futuro e os apóstolos que o Senhor escolheu: não nos ensinam esses justos, deixando-se matar, a também nós morrermos pela justiça?
O nascimento de Cristo foi logo marcado pelo martírio de uma série de crianças de menos de dois anos, por causa do seu nome; incapazes de combater conseguiram conquistar a coroa, para que se torne bem claro que aqueles que foram mortos por Cristo são inocentes, crianças inocentes que foram mortas por causa do seu nome! O Filho de Deus sofreu para fazer de nós filhos de Deus e os filhos dos homens não querem sofrer para continuar a serem filhos de Deus? O Senhor do mundo lembra-nos: Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me odiou a mim. Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas, como não vindes do mundo, pois fui Eu que vos escolhi do meio do mundo, lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é mais que o seu senhor (Jo 15,18-20).
Quando sustentamos o combate da fé, Deus olha para nós, os seus anjos olham para nós, Cristo olha para nós. Que glória, que sorte ter Deus como presidente da prova e Cristo como juiz, quando formos coroados! Armemo-nos, portanto, irmãos caríssimos, com todas as nossas forças, preparemo-nos para a luta com uma alma imaculada, uma fé plena, uma coragem generosa.
A leitura da primeira carta de são João nos ajuda a sairmos da maldade ao nos apresentar um grande tema: Deus é luz, Jesus Cristo está na luz e nós cristãos devemos também caminhar na luz. Caminhar na luz significa viver em comunhão com Deus, e, portanto, não pecar. Pecar significa viver na escuridão. Caminhar na luz de Deus é viver em comunhão com Ele. Quem caminha nas trevas e não pratica a verdade engana a si mesmo, não vive em comunhão com Cristo nem com os irmãos e esta longe da salvação. Quem caminha na luz e pratica a verdade vive em comunhão com Deus e com os irmãos e é purificado de todo pecado pelo sangue de Jesus derramado na cruz.
Rezemos com o Salmista: Se o Senhor não estivesse ao nosso lado enquanto os homens investiram contra nós, com certeza nos teriam devorado no furor de sua ira contra nós. O laço arrebentou-se de repente, e assim nós conseguimos libertar-nos. O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor que fez o céu e fez a terra! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 João 1,5-2,2
Salmo: 123/124
Evangelho: Mateus 2,13-18

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