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Ano Par › 02/10/2018

Santos Anjos da Guarda

Amados irmãos e irmãs 

“Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. Jesus nos adverte que se prejudicarmos os pequeninos aqui os seus anjos no céu estarão atentos.
Deus como Pai providente, sempre vela por nós e se aproxima de nós por meio de Jesus, Seu Filho feito Homem. Ele sempre manifesta seu amor para os pobres e os enfermos, para os pequenos e pecadores. Seu amor preferencial para aqueles que são considerados como os pequenos (“crianças”) desprotegidos de tudo e necessitados de tudo, nos recorda que este deve ser também o nosso caminho como a Igreja. A grandeza da Igreja consiste em dar atenção aos mais necessitados e em ajudá-los, pois “quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe”, disse Jesus. Quem vive unido a Cristo, cuida dos irmãos necessitados como Deus vela por nós. Quem não vê o pobre, não será visto por Deus.
A palavra anjo significa, “enviado, mensageiro divino”, muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos”.
Quando nos deparamos com a Anunciação e outros Mistérios da vida de Jesus, conseguimos perceber que este salmo profetiza a presença dos anjos na vida do Senhor. Ora, Cristo é o primogênito de todas as criaturas, nosso irmão e modelo. Se portanto sua humanidade, apesar de unida com a Divindade, era continuamente protegida por anjos, logo quanto mais devemos ser nós, seus membros tão frágeis. Tanto o Pai quer isto que revelou a Jesus: “Guardai-vos de desprezar algum desses pequeninos, pois eu vos digo, nos céus os seus anjos se mantêm sem cessar na presença do meu Pai que está nos céus.”
O beato John Henry Newman, presbítero no Sermão “The Invisible World”, PPS, t. 4, n°13 nos ensina: Os seus anjos, no Céu, veem constantemente a face de meu Pai.
Os anjos ocupam-se ativamente dos membros da Igreja; pois não são, todos eles, espíritos encarregados de um ministério, enviados ao serviço daqueles que hão de herdar a salvação? (Hb 1,14). Não há cristão, por mais humilde que seja; que não tenha anjos para servi-lo, se viver de fé e de amor. Por muito que sejam grandes, gloriosos e puros, tão maravilhosos que a sua simples visão nos deitaria por terra, como aconteceu com o profeta Daniel (10,9), os anjos são servos como nós (Ap 19,10) e nossos companheiros de trabalho. Velam por nós e defendem até o mais humilde dentre nós, se estivermos em Cristo.
Eles fazem parte do nosso mundo invisível, como é manifesto pela visão que teve o patriarca Jacó (cf Gn 28,10ss) , que desconhecia que ali, onde se tinha deitado para dormir, houvesse algo maravilhoso! Era um lugar como todos os outros, um sítio solitário e incômodo, no entanto, a realidade era bem diferente! Jacó só via o mundo visível, não via o mundo invisível, mas o mundo invisível estava lá; e, como Jacó não se apercebeu da sua presença, esta teve de lhe ser revelada de forma sobrenatural. Viu-a no sonho: Viu uma escada apoiada na terra cuja extremidade tocava o céu; e, ao longo desta escada, subiam e desciam mensageiros de Deus. Por cima dela estava o Senhor.
Tratava-se do outro mundo; as pessoas falam dele como se não existisse agora, mas somente depois da morte. Não, ele existe agora, ainda que nós não o vejamos; está entre nós, ao nosso redor. Foi isto que foi revelado a Jacó: os anjos estavam à sua volta, ainda que ele não o soubesse. E o que Jacó viu no seu sonho, outros também o viram e ouviram, como os pastores no Natal. Esses espíritos bem-aventurados louvam a Deus dia e noite, e nós, no nosso estado, podemos imitá-los.
Rezemos com o Salmista: O Senhor deu uma ordem aos seus Anjos, para em todos os caminhos te guardarem. Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói. Com suas asas haverá de proteger-te, com seu escudo e suas armas, defender-te. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Ex 23,20-23
Salmo: Sl 90 
Evangelho: Mt 18,1-5.10

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