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Santoral › 26/12/2017

Santo Estevão (festa)

25152199_1522401137845106_8305608068743872608_nAmados irmãos e irmãs
“Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós”.
Na vida de Santo Estevão, o Protomártir, celebrado neste primeiro dia da Oitava do Natal, vemos claramente essa presença real do Espírito de Deus, em seu corajoso testemunho.
Na perseguição é preciso prudência e simplicidade (v. 16); é preciso discernir para não se deixar enredar por quem quer que seja. Esse sofrimento é o preço do testemunho. As traições, o ódio, a rejeição por causa de Jesus e do seu evangelho não têm por que nos assustar.
Podemos notar que hoje vivemos em uma sociedade onde a hostilidade pelo Espírito Cristão se acentua cada vez mais e podemos dizer que talvez hoje ela seja até pior do que na Igreja primitiva; pois continuam matando e discriminando muito mais, sem contar as dissimulações que existem por aí. Por tudo isto o testemunho cristão deve ser firme, autêntico em todos os momentos e circunstâncias de vida e que não tenhamos medo sobre o que falar e como agir. A nossa Fé nos diz que o Espírito do Senhor fala e age em nós.
O Papa emérito Bento XVI no Ângelus de 26/12/2006 nos diz: “Do presépio à cruz”. No dia após a solenidade do Natal, celebramos a festa de Santo Estêvão, diácono e primeiro mártir. À primeira vista a proximidade com o nascimento do Redentor pode-nos surpreender, porque é tocante o contraste entre a paz e a alegria de Belém e o drama de Estêvão. Na realidade, o aparente desacordo é superado se considerarmos mais profundamente o mistério do Natal. O Menino Jesus, deitado na gruta, é o Filho único de Deus que se fez homem. Ele salvará a humanidade morrendo na cruz. Agora vemo-lo envolvido em panos no presépio; depois da sua crucifixão será novamente envolvido por faixas e colocado no sepulcro. Não é por acaso que a iconografia natalícia representava, por vezes, o Menino divino colocado num pequeno sarcófago, para indicar que o Redentor nasce para morrer, nasce para dar a vida em resgate por todos (Mc 10,45). Santo Estêvão foi o primeiro que seguiu os passos de Cristo com o martírio; morreu, como o divino Mestre, perdoando e rezando pelos seus algozes (At 7, 60). Nos primeiros quatro séculos do cristianismo, todos os santos venerados pela Igreja eram mártires. Trata-se de uma multidão inumerável, a que a liturgia chama o cândido exército dos mártires. A sua morte não incutia receio nem tristeza, mas entusiasmo espiritual, que suscitava sempre novos cristãos. Para os crentes, o dia da morte, e ainda mais o dia do martírio, não é o fim de tudo, mas a passagem para a vida imortal, o dia do nascimento definitivo, em latim “dies natalis”. Compreende-se então o vínculo que existe entre o “dies natalis” de Cristo e o “dies natalis” de Santo Estêvão. Se Jesus não tivesse nascido na terra, os homens não teriam podido nascer no Céu. Precisamente porque Cristo nasceu, nós podemos renascer!
São Fulgêncio de Ruspas, bispo no Sermão 3, 1-3, 5-6 ; CCL 91 A, 905-909 (trad. breviário) nos ensina que :Ontem, celebramos o nascimento temporal do nosso Rei eterno ; hoje celebramos o martírio triunfal do seu soldado. O nosso Rei, o Altíssimo, humilhou-se por nós; mas a sua vinda não foi em vão: Ele trouxe grandes dons aos seus soldados, a quem não só enriqueceu abundantemente, mas também fortaleceu para serem invencíveis na luta: trouxe-lhes o dom da caridade, que torna os homens participantes da natureza divina. A mesma caridade que Cristo trouxe do céu à terra fez subir Estêvão da terra ao céu. Para merecer a coroa que o seu nome significava, Estêvão tomou como arma a caridade e com ela triunfava em toda a parte. Por amor de Deus, não cedeu perante os judeus que o atacavam; por amor do próximo, intercedia pelos que o apedrejavam. Pela caridade, argumentava contra os que estavam no erro, para que se corrigissem; pela caridade, orava pelos que o apedrejavam, para que não fossem castigados. Confiado na força da caridade venceu a crueldade de Saulo e mereceu ter como companheiro no céu aquele que na terra foi seu perseguidor. Movido por santa e infatigável caridade, desejava conquistar com a sua oração àqueles que não pôde converter com as suas palavras. E agora, Paulo alegra-se com Estêvão, com Estêvão goza da glória de Cristo, com Estêvão triunfa, com Estêvão reina. Onde entrou primeiro Estêvão, martirizado pelas obras de Paulo, entrou depois Paulo, ajudado pelas orações de Estêvão.
Na leitura dos Atos dos Apóstolos vemos na verdade uma batalha espiritual entre aqueles que se deixam dominar pelo mal e que no caso ficaram cegos a ponto de cometer um homicídio contra um inocente. Este inocente de nome Estevão, ao contrário, estava repleto do Espírito Santo e por isto a cegueira não tomou conta de sua mente, mas sim a luz de Deus lhe abriu os olhos e ele pode ver o céu, a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus. Tudo
Rezemos com o Salmista: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Vosso amor me faz saltar de alegria, pois olhastes para as minhas aflições. Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 6,8-10; 7,54-59
Salmo: 30/31
Evangelho: Mateus 10,17-22

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