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Ano A, Ano Ímpar › 17/04/2017

Sábado Santo – Vigília Pascal

17903876_1286786348073254_7746607088106972675_nAmados irmãos e irmãs
Muitas vezes ouvimos dizer que os cristãos têm o costume de “enterrar” o Senhor na sexta-feira da Paixão, mas esquecem de “ressuscitá-lo” no sábado de aleluia. Talvez isto não se dê tanto por esquecimento, mas por desconhecimento.
É verdade que onde se tem o costume de encenar a paixão e fazer a procissão do enterro, as praças e ruas ficam cheias. Porém, no Sábado à noite as igrejas não apresentam o mesmo número de fiéis. Este fato se dá, em muitos casos, por acharmos mais importante ou sermos mais devotos da sexta-feira da Paixão do que da Vigília Pascal no Sábado.
Desde a Quinta-feira Santa (Ceia do Senhor) até o final da Vigília Pascal é uma única celebração, dividida em três dias (Tríduo), começa-se com o sinal da cruz na quinta e termina em silêncio. Na sexta, começa e termina em silêncio. No sábado, com o rito do fogo novo e só no final, ocorre a despedida solene = Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Se você não participou da quinta feira é como se chegasse na metade da celebração; se participou só da sexta é como chegar na metade e ir embora antes de terminar e se esta participando somente hoje é como se chegasse na parte final.
“Se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, pois, sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele”. Antes de tudo é bom que se explique que não usamos para esta reflexão todas as leituras da Vigília pascal.
“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. É o início de tudo e hoje a liturgia nos fala em especial da história do povo de Deus e por esta história percorreram os patriarcas, os profetas, uma multidão de santos e hoje somos nós os agentes desta história.
Temos, já no início da celebração, a parte chamada celebração da Luz: onde reunidos ao redor de uma fogueira participamos da benção do fogo novo que dará luz ao Círio Pascal. O fogo novo representa Jesus Ressuscitado vencedor da escuridão da morte e do pecado.
Este círio ficará aceso em todas as celebrações litúrgicas durante o tempo pascal, bem como nos batizados, crisma, liturgia das horas e missa de corpo presente. O círio não deve ser usado como vela de altar e nem substituiu o crucifixo.
A segunda parte da celebração é a Liturgia da Palavra que, com um número maior de leituras e salmos, descreve e proclama a História da Salvação passando pela criação, aliança de Deus com o homem, libertação da escravidão do Egito e as profecias sobre a vinda do Cristo salvador; bem como seu pleno cumprimento. Ressalte-se que ao terminar a narrativa da passagem do mar Vermelho não se diz palavra do Senhor, mas se inicia o belíssimo refrão: Cantemos ao Senhor que fez brilhar sua glória…
A terceira parte é a Liturgia Batismal. Os batizados celebrados nesta noite enriquecem o sentido da celebração, mas mesmo quando não há batizados, esta parte faz referência a todos os cristãos convidados a renovar sua fé no Cristo. A benção da água batismal, a imersão do Círio Pascal, a ladainha dos santos e o rito batismal são as expressões do nosso renascimento das águas renovadoras e revigorantes do Batismo. Banhados em Cristo somos uma nova criatura!
A Liturgia Eucaristia é a quarta parte desta celebração. Uma vez que a vitória da Ressurreição dá novo sentido a imolação (paixão e morte) do nosso Cordeiro Redentor, nós, como cristãos, pelo batismo participamos sacramentalmente da imolação e glorificação de Cristo presente na Eucaristia.
A Vigília Pascal é a reafirmação comunitária da fé na ressurreição. É a celebração da vitória da vida sobre a morte. Depois de um dia de silêncio e me- meditação sobre a paixão e morte de Jesus, a comunidade cristã exulta de alegria pela Páscoa da Ressurreição do Senhor.
Jesus ressuscitou! A vida não é mais a mesma! Este acontecimento extraordinário e magnífico da bondade do Pai mudou a vida de Madalena, da outra Maria, de Pedro, de João, dos outros discípulos e de inúmeros cristãos… E a sua vida? E a minha vida? E a nossa vida? Em que mudou? Em que vai mudar?
Rezemos com o salmista: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai. Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! De majestade e esplendor vos revestir e de luz vos envolveis como num manto. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gênesis 1,1. 26-31
Salmo: 104
2ª. Leitura: Romanos 6,3-11
Evangelho: Mateus 28,1-10

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