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Ano Par › 22/09/2018

Sábado da 24ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 

“O significado da parábola é este: a semente é a Palavra de Deus”.
Por que a Palavra de Deus produz frutos em uns e em outros não?
O terreno que aqui se fala não é o ambiente em que se encontra o destinatário da Palavra, ou seja, se está no clube, na igreja, em casa etc. Se assim pensarmos seremos tentados a achar que aqueles que estão dentro da Igreja são terra boa e os de fora nada valem.
O que Jesus quis mostrar é que o terreno é o nosso coração.
Como dizia um antigo cântico de aclamação ao Evangelho que era da Campanha da fraternidade da década de 1970: “A Palavra é a semente que Jesus jogou no chão. No chão da sua mente no chão do seu coração. Semente que caiu na pedra semente que não quis brotar. Há muito coração de pedra que não vida pra dar”.
Nós que somos agentes de pastoral, ministros da Palavra devemos proclamá-la em todas as circunstâncias sem ficar escolhendo quem vai ouvir. Também não é por nossa eloquência que o fruto será abundante, mas pelo terreno que é o coração de quem ouve.
Quantas vezes as nossas atitudes dizem que tipo de solo é o nosso coração. Temos que admitir nosso coração por vezes é como terra seca, pedregosa, cheia de espinhos, a Palavra vem, mas não encontra acolhida em nós, e nem disposição para vivê-la.
Devemos ter em mente que no mundo atual os espinhos e pedras são muitos e entram em nossa vida de maneira disfarçada na onda do consumismo, do indiferentismo religioso, etc.
O solo impenetrável são os corações que estão endurecidos pela obstinação e o orgulho, por paixões mundanas, corações que tem compromisso com o mal e não podem suportar a dor da honestidade.
Na leitura da primeira carta aos coríntios uma grande discussão tomava conta da comunidade pela curiosidade de saber com que corpo os mortos ressuscitam. Paulo fica triste; pois isto revelava a mentalidade materialista de alguns cristãos de Corinto. Com isto pareciam nada ter entendido sobre a ressurreição de Cristo. A ressurreição inaugura uma novidade absoluta na vida de Cristo e dos cristãos: a passagem de um corpo animal a um corpo espiritual estava prevista no desígnio salvífico de Deus. Não podemos, pois, refletir sobre o corpo espiritual à maneira como, a partir das nossas experiências, pensamos o nosso corpo animal. Infelizmente ainda hoje tem muita gente que parte do que somos e sentimos na carne para querer entender o que é um corpo ressuscitado e com certeza não é por aí que chegaremos a bom termo.
Rezemos com o Salmista: Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor, porque da morte arrancastes minha vida e não deixastes os meus pés escorregarem, para que eu ande na presença do Senhor, na presença do Senhor na luz da vida. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: 1 Coríntios 15, 35-37.42-49
Salmo: 55
Evangelho: Lucas 8, 4-15

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