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Ano Par › 10/09/2016

Sábado da 23ª. Semana comum

14232525_1067336270018264_2349084578511428872_nAmados irmãos e irmãs
“Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas”.
Na reflexão deste Evangelho usarei palavras de São Francisco Sales bispo e doutor da Igreja que diz: Quantas e quantas vezes ficamos na dúvida se devemos ou não confiar em alguém e nos esquecemos de aplicar este princípio do Evangelho, ou seja, olhar para os frutos. Na criação, Deus mandou que as plantas dessem os seus frutos, cada uma segundo as suas espécies (Gn 1,11), da mesma maneira, ordenou aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzissem frutos cada um segundo a sua vocação. A vida cristã, deve ser exercida de formas diferentes pelo fidalgo, pelo artesão, pelo criado, pelo príncipe, pela viúva, pela jovem e pela mulher casada. Imaginem vocês se o bispo afastasse do rebanho e preferisse ser solitário como os monges? E se os casados não quisessem trabalhar, mas ficar em contemplação o dia inteiro, se o artesão estivesse todo o dia na igreja como o religioso, e o religioso passasse a trabalhar como empregado. Tal não seria ridículo, desregrado e insuportável?
Amados irmão até parece que São Francisco Sales está falando conosco hoje, principalmente quando vemos tantos cristãos católicos querendo produzir frutos que não são da sua espécie. Quando vemos o Espírito Santo fazer florescer na Igreja tantas vocações, Ele não está suscitando isto para que façam o que os outros já estão fazendo, mas para que seja novo. Atualmente é muito comum e isto um tanto pelo efeito da globalização que a gente queira colher diversos frutos da mesma árvore ou que uma mesma árvore queira dar frutos diferentes. Por exemplo tornou se comum em nossas Igrejas achar que todo mundo tem que cantar e aí é um Deus nos acuda. Tem cristão que quer todos os dons do Espírito Santo e por isto acha que tem que pregar, rezar, cantar, ensinar, orar pela cura, profetizar, etc. É como o samba do crioulo doido!
Para você entender melhor ousarei citar alguns exemplos que poderíamos chamar de desvios. Se Deus te chamou ao matrimônio os frutos deste chamado terão que ser na família e jamais em qualquer outro lugar; se Deus te chamou para ser religiosa/o você terá que viver o carisma e missão deste chamado e não querer ser motorista da autoridade eclesiástica, ou secretária do lar na casa paroquial, se o seu chamado foi para o sacerdócio ministerial é aí que Deus te quer no anúncio do reino e não em qualquer outro lugar. Irmãos deixemos que o médico medique, o advogado advogue, o pedreiro construa, o professor dê aulas, o juiz julgue e enfim todos eles e nós possamos ser testemunhas do reino justamente exercendo com dignidade e amor estas profissões e aí sim estaremos dando frutos segundo a nossa espécie. Ao encerrar quero dizer que nada te impede de ter simpatia por este ou aquele movimento ou pastoral que não seja aquele/a para o qual você foi chamado, mas como diz Aristóteles, a abelha tira o mel das flores sem as estragar, deixando-as inteiras e frescas como as encontrou. A verdadeira simpatia e afeição fazem ainda melhor, pois, não só não prejudica nenhum tipo de vocação nem atividade, mas, pelo contrário, honra-as e embeleza-as. Com ela, cuidar da família torna-se mais pacífico, o amor do marido e da mulher mais sincero, o serviço do príncipe mais fiel, e todos os tipos de ocupação mais suaves e amáveis.
Finalmente lembremos que Jesus disse: a boca fala da abundância do coração; portanto sejamos prudentes e façamos o bem para que nossa boca esteja sempre a proclamar as maravilhas do Senhor.
Na leitura da Carta aos Coríntios o apóstolo Paulo nos fala da Eucaristia como sacrifício agradável a Deus e quem o oferece entra em comunhão com Aquele a quem é feita a oferta. Paulo dá grande importância a esta fundamental experiência mística, sem a qual toda a celebração não passa de exterioridade (como o farisaísmo). A eucaristia é sacramento de unidade que edifica a Igreja como Corpo Místico de Cristo. Um só cálice e um só pão: portanto, uma só Igreja!
Rezemos com o Salmista: Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Cor 10,14-22
Salmo: 115
Evangelho: Lc 6,43-49

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