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Ano Par › 28/05/2016

Sábado – 8ª. Semana comum

13254597_995763977175494_1840383726345158109_nAmados irmãos e irmãs

“Com que direito fazes isto? Quem te deu autoridade para fazer essas coisas?” Esta arguição tranquilamente poderia ser feita a cada um de nós se saíssemos por aí a pregar o Evangelho e qual seria a nossa resposta? Em nossas comunidades o questionamento vai também nessa linha “Escuta, o Padre está sabendo disso?” ou “Você falou com o coordenador?” e ainda “O Coordenador autorizou?”. Sem o crivo desses nada se pode fazer ou criar, e nem dar opinião. O papa Francisco já deu a resposta ao dizer que: somos batizados e isto basta. Obviamente vão nos pedir as credenciais para o exercício de tais atividades. Também poderíamos responder a esta arguição com outra pergunta do tipo: Com que autoridade me pergunta?

No Evangelho vemos que temos de um lado Jesus Cristo, Filho de Deus, revestido de todo poder e glória, mas que se rebaixou á nossa natureza humana, sem, entretanto deixar de ser Deus. E de outro os príncipes dos sacerdotes, escribas e anciãos, defensores ferrenhos da tradição do antigo Israel, e que, por isso mesmo, falando em nome dessa tradição se tornaram autoritaristas.

Santo Atanásio bispo e doutor da Igreja em seu discurso contra os Arianos 2, 78-79 nos ensina: “… aquele que tem o Filho tem também o Pai (1Jo 2,23), e ainda: Aquele que me recebe, recebe Aquele que me enviou (Mt 10,40). Pois, já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação (1Cor 1,21). Ora, Deus já não quer, como nos tempos antigos, ser conhecido por meio de imagens e sombras da Sabedoria, mas quis que a verdadeira Sabedoria em pessoa adotasse carne, se tornasse homem e sofresse a morte de cruz, para que no futuro todos os crentes possam ser salvos pela fé nesta Sabedoria encarnada.
Anteriormente, era conhecida pela sua imagem introduzida nas coisas criadas, e desta forma dava a conhecer o Pai. Depois disso, ela, que é a Palavra, tornou-se carne, como diz São João (1,14). Depois de ter destruído a morte (1Cor 15,26) e salvado a humanidade, manifestou-se a si mesma de forma mais clara e, por si mesma, manifestou o Pai. Razão pela qual pode se dizer: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste Jesus Cristo (Jo 17,3). A terra inteira ficou, portanto cheia do seu conhecimento. Porque só há um conhecimento: o do Pai por meio do Filho, e o do Filho a partir do Pai. O Pai pôs a sua alegria nele, e o Filho regozija-se com a mesma alegria no Pai, como está dito: Eu era o seu encanto todos os dias, e brincava o tempo todo na sua presença (Prov 8,30).
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Na leitura da carta de Judas nos é falado de rezar no espírito Santo e bem sabemos que por nós mesmos jamais seríamos capazes de rezar conforme agrada ao Pai por isto devemos invocar sempre o espírito que vem em nosso socorro de modo a nos manter no amor de Deus.

Rezemos com o salmista: Quero, pois vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jd 17.20b-25
Salmo: 62
Evangelho: Marcos 11,27-33

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