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Ano Par › 26/05/2018

Sábado – 7ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

“Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.
Neste Evangelho Jesus toma uma criança para representar todos os excluídos de sua época para dizer a todos que eles não podem ser impedidos de ter acesso a Ele.
Como será que nossas comunidades estão acolhendo os que são marginalizados pela sociedade nos dias de hoje? Quem são eles senão os pobres, dependentes químicos, prostitutas, negros, homossexuais e tantos outros que por vezes são impedidos de se aproximar do Senhor por causa desta exclusão.
Há que se perguntar: Será que queremos que primeiro os doentes se curem para depois procurar o médico? Será que os pecadores devem ser purificados para depois ir ao encontro do Senhor? Mas quem fará isto senão o Senhor?
Que venham ao Senhor todos aqueles que estão aflitos e sofrendo todo e qualquer tipo de exclusão para que o senhor os liberte de todo e qualquer tipo de exclusão.
São Leão Magno papa e doutor da Igreja no seu Sermão 7 para a Epifania nos ensina “ Cristo ama a infância que primeiro assumiu na sua alma, tal como no seu corpo. Cristo ama a infância, que ensina humildade, que é a norma da inocência e o modelo da mansidão. Cristo ama a infância: orienta para ela a conduta dos adultos, para ela encaminha os idosos, atrai ao seu exemplo aqueles que eleva ao reino eterno. Mas, para compreendermos como é possível chegar a tão admirável conversão e qual a transformação que nos é necessária para termos uma atitude de crianças, deixemos São Paulo instruir-nos e dizer-nos: Não sejais crianças quanto à maneira de julgar; sede, sim, crianças na malícia (1Cor 14,20). Não se trata, portanto, de regressarmos aos jogos da infância, nem à falta de jeito dos inícios, mas de retirarmos da infância algumas coisas que convém aos anos da maturidade, isto é, de apaziguarmos rapidamente as agitações interiores, de recuperarmos rapidamente a calma, de esquecermos totalmente as ofensas, de sermos completamente indiferentes às honras, de apreciarmos estar juntos, de mantermos a equanimidade do humor como coisa natural. Com efeito, é um grande bem não saber incomodar e não ter gosto pelo mal ; não pagar a ninguém o mal com o mal (Rm 12,17); é a paz interior das crianças que convém aos cristãos. É essa forma de humildade que nos ensina o Salvador Menino quando é adorado pelos magos.
Na leitura da Carta de São Tiago nos é ensinado que Deus deve estar sempre presente na vida dos cristãos que o hão de invocar na oração. O apóstolo aponta a situação de doença; onde o doente deve dirigir-se a Deus e aos irmãos para receber a força necessária a essa situação. Vemos aqui o fundamento bíblico para o sacramento da unção dos enfermos. A intervenção de Deus, invocado na oração comum, toca o homem na sua totalidade, corpo e espírito, ergue-o da doença, mas também do pecado.

Rezemos com o Salmista: Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me; quando grito, escutai minha voz! Minha oração suba a vós como incenso, minhas mãos, como oferta da tarde! Ponde uma guarda em minha boca e vigias às portas dos lábios! A vós, Senhor se dirigem meus olhos, em vós me abrigo: poupai minha vida! Amém.

Reflexão feita Pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Tg 5,13-20
Salmo: 140
Evangelho: Marcos 10,13-16

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