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Ano Par › 03/02/2018

Sábado – 4ª. Semana Tempo Comum

Amados irmãos e irmãs27072988_1571304209621465_8206492656895973888_n
“Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas”. Esta frase do Evangelho nunca foi tão atual. Quando olhamos para a multidão de homens e mulheres que não sabem para onde ir ou ainda o que é pior; grande multidão segue falsos pastores. Destacamos que pior que uma ovelha sem pastor é uma ovelha com pastor errado; pois a ovelha sem pastor está perdida e sem rumo e às vezes o que segue por conta própria pode estar certo ao passo que com certeza a ovelha com pastor segue o que está errado.
Nesta semana vimos no Evangelho que Jesus enviou os apóstolos dois a dois e hoje na volta os apóstolos parecem que querem fazer uma avaliação da missão para a qual tinham sido enviados; é como que uma prestação de contas. Uma avaliação dirigida por Jesus; imaginem só a alegria de todos, pois eles haviam experimentado o poder da Palavra; mas Jesus pelo jeito não era muito dado a reuniões e por isto os convida a descansar. Jesus pede que descansem e isto traz para nós um grande ensinamento; isto é, o discípulo missionário precisa descansar para estar pronto para a próxima. É preciso recobrar as forças. O que Jesus já percebia lá nós percebemos aqui hoje; qual seja nossos agentes de pastoral e também nossos padres estão em um ativismo incontrolado.
Ele é muito prejudicial e o que causa este ativismo incontrolado não é apenas um motivo, mas vários dentre os quais podemos destacar: o apego ao cargo ou a função não dando espaço para os outros; agentes e padres que não sabem delegar; escassez de pessoas com conhecimento especializado; falta de investimento na formação e especialização de agentes de pastoral. Apesar de Jesus querer se afastar e descansar com os apóstolos nós vemos que Ele mesmo percebe que aquela multidão esta como que ovelhas sem pastor e aí Jesus tem compaixão. A palavra compaixão é palavra cristã e seu sentido é que aquele que tem compaixão é o que sofre a paixão junto; se compadece e vai até o outro ajudando o a carregar a cruz e consequentemente aliviando um pouco o sofrimento e a dor.
Na leitura do primeiro livro dos Reis vemos o pedido de Salomão a Deus que não consiste em longa vida, riqueza, nem morte dos inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça e assim Deus lhe dá um coração sábio e inteligente. Diante disto é hora de também refletirmos sobre o que estamos pedindo a Deus; geralmente pedimos coisas materiais e às vezes só para nós e nossos parentes. Lembremos que o bem maior que Deus pode nos dar é espiritual.

Rezemos com o Salmista: Conservei no coração vossas palavras, a fim de não pecar contra vós. Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me! Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero os decretos que ditou a vossa boca. Seguindo vossa lei, me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Reis 3,4 – 13
Salmo: 118/119
Evangelho: Marcos 6,30-34

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