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Ano Par › 21/11/2016

Sábado – 33ª. Semana Comum

15085643_1131673450251212_8707289467130472340_nAmados irmãos e irmãs
Na nossa páscoa as coisas temporais darão lugar às coisas eternas!
Vemos no Evangelho de hoje que ao contrário dos fariseus os saduceus por não acreditar na ressurreição tentam colocar Jesus contra a parede.
Eles querem mostrar um céu de forma humana como que uma continuidade do que aqui vivemos só eu em outro lugar e para isto usam a lei do levirato que obrigava o irmão desposar a cunhada viúva, caso não tivesse gerado filhos com seu marido.
Jesus percebendo a intenção deles já diz logo que após esta passagem terrena ninguém terá marido ou mulher ou filho ou pai, pois todos serão um em Deus. É a plenitude que o entendimento humano não consegue captar. Jesus acrescenta: “Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele”.
Esta resposta matou a charada e calou a todos, pois para Deus sempre seremos filhos antes de nascer, durante a vida terrena e depois de nossa páscoa.
Comparamos aqui com uma mãe que grávida está e é claro que depois que o filho nasce para ela mãe nada muda ela continua amando e o vendo do mesmo jeito.
Infelizmente muitas vezes agimos como os saduceus e não nos cansamos de formular perguntas inúteis de como é o céu. Quero encerrar com uma história que me contaram e que julgo ilustrar bem a questão de crer ou não e da serventia de algo ou de alguém.
Certa vez um operário e um cavaleiro se encontraram numa estação de trem e embarcaram na mesma cabine onde só estavam os dois.
Na estação seguinte, entrou também um padre. Ao ver o padre o cavaleiro comentou: “Para que serve um padre?”.
O operário não respondeu. Lá na frente, quando o trem atravessava uma grande floresta, o operário disse: “Estamos sós. Ninguém nos vê nem nos ouve. O que você faria se eu o estrangulasse agora, lhe tomasse todo o seu dinheiro e, aproveitando uma curva, pulasse esta janela?”.
“Você cometeria dois crimes: homicídio e roubo”, disse o cavaleiro.
“Homicídio e roubo nada significam para quem não crê em Deus. Se eu pensasse como você, e não fizesse isso agora, eu seria um bobo”.
Mas você não tenha medo, porque eu fui educado por padres, e eles me ensinaram a não furtar, não matar etc. E me ensinaram que existe uma vida eterna após a morte. Entendeu agora para que serve o padre?”
Moral da história: “Para quem não acredita em Deus ressuscitar ou não ressuscitar não significa nada, mas para nós cristãos faz toda a diferença”!
São Justino, mártir no Tratado sobre a Ressurreição, 8 nos ensina que a carne é preciosa aos olhos de Deus, Ele prefere-a entre todas as suas obras; é por isso normal que a salve. Não seria absurdo que o que foi criado com tantos cuidados, aquilo que o Criador considera mais precioso do que o resto, regressasse ao nada? Quando um escultor ou um pintor querem que as imagens que criaram permaneçam para servir a sua glória, restauram-nas quando se degradam. E Deus veria o seu bem, a sua obra, regressar ao nada, deixar de existir? Chamaríamos operário do inútil àquele que construísse uma casa para destruí-la em seguida ou que a deixasse deteriorar-se quando a pode restaurar. Do mesmo modo, não acusaríamos Deus de criar a carne inutilmente? Mas não, o Imortal não é assim; Aquele que é por natureza o Espírito do universo não é insensato! Na verdade, Deus chama a carne a renascer e promete-lhe a vida eterna. Pois quando se anuncia a Boa Nova da salvação do homem, anuncia-se essa Boa Nova também para a carne. Com efeito, o que é o homem senão um ser vivo dotado de inteligência, composto por uma alma e um corpo? A alma, só por si, faz o homem? Não, ela é a alma de um homem. Chama-se homem ao corpo? Não, diz-se que é um corpo de homem. Por isso, se nenhum destes dois elementos por si só é o homem, é à união dos dois que se chama o homem. Ora, foi o homem que Deus chamou à vida e à ressurreição; não uma parte dele, mas o homem inteiro, ou seja, a alma e o corpo. Não seria então absurdo, uma vez que os dois existem segundo a mesma realidade e na mesma realidade, que um deles fosse salvo e o outro não?
O livro do Apocalipse pode nos levar a deduzir que a ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
O mistério pascal realiza-se também na nossa vida: a vida do Mestre é a nossa; a vitória de Jesus é a nossa vitória. Onde Ele está estaremos também nós, ou seja, fazendo comunhão terrena com Jesus participaremos da comunhão celestial com o Pai.
Rezemos com o salmista: Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta. Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e a servos indignos como nós.Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Apocalipse 11,4-12
Salmo: 144
Evangelho: Lucas 20,27-40

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