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Ano Ímpar › 21/10/2017

Sábado – 28ª. Semana Comum

22366654_1461980107220543_8836585087888651633_nAmados irmãos e irmãs
“Todo o que me reconhecer diante dos homens, também o Filho do Homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus; mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus”.
Neste Evangelho surge a expressão que tanta polêmica causa até hoje: O que é pecar contra o Espirito Santo?
De maneira simples diríamos que é não reconhecer Jesus diante dos homens, negando toda a obra da Salvação que ele realizou a nosso favor. É não aceitar, não acreditar e nem consentir que o Espírito de Deus haja em nossas vidas. É o homem romper com Deus e levar a vida de seu jeito.
É o fechamento da pessoa ao testemunho que o Espírito dá de Jesus; blasfêmia contra o Espírito Santo é fechamento ao perdão que Jesus oferece. Daí que não é Deus quem não perdoa, mas a pessoa que rejeita o perdão.
São Rafael Arnaiz Baron, monge trapista em seus Escritos espirituais nos ensina: Quem der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do homem dará testemunho dele diante dos anjos! Pego hoje na pena para que as minhas palavras, estampando-se na folha em branco, sirvam para louvar perpetuamente o Deus bendito, autor da minha vida, da minha alma, do meu coração. Gostaria que todo o universo, com os planetas, todos os astros e os incomensuráveis sistemas estelares, fosse uma enorme extensão, polida e brilhante, onde eu pudesse escrever o nome de Deus. Gostaria que minha voz fosse mais potente que mil trovões, mais forte do que o bramido do mar, mais terrível que o estrondo dos vulcões, apenas para dizer: Deus! Gostaria que o meu coração fosse tão grande quanto o céu, puro como o dos anjos, simples como o da pomba (Mt 10,16), para nele colocar Deus! Mas, uma vez que toda esta grandeza com que sonhas não pode tornar-se realidade, contenta-te com o pouco e contido nada que és, meu irmão Rafael, porque o próprio nada deve satisfazer-te.
Por que calar-me? Por que escondê-lo? Porque não gritar ao mundo e publicar aos quatro ventos as maravilhas de Deus? Porque não dizer às pessoas e a todos os que querem ouvir: vedes aquilo que sou? Vedes o que fui? Vedes a minha miséria rastejando na lama? Pois pouco importa; maravilhai-vos: apesar de tudo isso, tenho Deus. Deus é meu amigo! Que o solo se afunde, e que o mar seque de espanto! Deus ama-me, a mim, com tal amor que, se o mundo inteiro o entendesse, todas as criaturas se tornariam loucas e bradariam de assombro. E mesmo assim, seria pouco. Deus ama-me tanto, que nem os anjos o entendem!
A misericórdia de Deus é grande! Amar-me, a mim; ser meu amigo, meu irmão, meu pai, meu mestre. Ser Deus, e eu, ser o que sou! Como não enlouquecer; como é possível viver, comer, dormir, falar e lidar com as pessoas? Como é isso possível, Senhor! Eu sei; tu explicaste-me: é o milagre de tua graça.
Na leitura da carta de são Paulo aos romanos vemos a relação que Paulo faz sobre a lei e a graça. A promessa de Deus feita a Abraão não depende da lei: não foi em virtude da Lei, mas da graça obtida pela fé que a Abraão recebeu o mundo por herança. A fé do patriarca estava ligada à promessa divina, e não a lei. Foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou, aponto de quase sacrificar o filho só não o fazendo porque Deus interviu.
Rezemos com o Salmista: Ele lembrou-se de seu santo juramento, que fizera a Abraão, seu servidor. Fez sair com grande júbilo o seu povo, e seus eleitos, entre gritos de alegria. O Senhor se lembra sempre ada aliança. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Rm 4,13.16-18
Salmo: 104
Evangelho: Lucas 12,8-12

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