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Ano Par › 27/08/2016

Sábado – 21ª Semana Comum

14039922_1055756531176238_6920854117914292094_nAmados irmãos e irmãs
‘Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor’.
Esta parábola dos talentos é muito interessante, pois se por um lado alguns dizem que Deus não coloca em nossos ombros fardos maiores do que suportaríamos; aqui poderíamos dizer que Deus nos concede talentos não para escondermos ou querer só para nós, mas sim para colocarmos a disposição de toda a comunidade.
O que devemos destacar é que o espírito de medo não pode sobrepujar a ação daquele que crê. Um cristão não pode se dar por satisfeito só porque é austero cumpridor de preceitos; é preciso ir além.
Imaginem um coordenador de comunidade que se satisfaz porque tem cem congregados fiéis e só fica a zelar destes sendo que do seu lado existem milhares de pessoas sedentas. Estes podem ser comparados aos que hoje são discípulos que, embora não façam nada de errado, são incapazes de ir ao encontro do outro, de praticar um gesto de solidariedade, de lutar por justiça social. São incapazes de entender que a misericórdia e o amor vão muito além do que a observação de preceitos. São pessoas que buscam se salvar sozinhos esquecendo-se de que o próprio Cristo nos ensinou que quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á.
O elogio aos dois primeiros servos e a repreensão do terceiro indica qual tipo de colaborador o Senhor deseja. O discípulo missionário nunca vai estar satisfeito com o que já fez na Igreja, ele vai sempre querer buscar mais; são incansáveis na prática do bem e no anúncio do Reino. Note que aqui não estamos falando de coisas materiais, mas sim de bens espirituais.
Da Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo atual “Gaudium et spes”, §§ 33-35 aprendemos que o homem sempre procurou, com o seu trabalho e engenho, desenvolver mais a própria vida. Muitas são as questões que se levantam entre os homens, perante este imenso empreendimento, que já atingiu todo o gênero humano. Qual o sentido e valor desta atividade? Como se devem usar estes bens? Uma coisa é certa para os crentes: a atividade humana individual e coletiva, aquele imenso esforço com que os homens, no decurso dos séculos, tentaram melhorar as suas condições de vida, corresponde à vontade de Deus. Pois o homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra com tudo o que ela contém (Gn 1,26ss), de governar o mundo na justiça e na santidade e, reconhecendo Deus como Criador universal, de se orientar a si e ao universo para Ele; de maneira que, estando todas as coisas sujeitas ao homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus. Isto se aplica também às atividades de todos os dias. Mas quanto mais aumenta o poder dos homens, tanto mais cresce a sua responsabilidade, pessoal e comunitária. Vê-se, portanto, que a mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desatender o bem dos seus semelhantes, mas que, antes, os obriga ainda mais a realizar essas atividades. A atividade humana, do mesmo modo que procede do homem, assim para ele se ordena. De fato, quando age, o homem não transforma apenas as coisas e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo. O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem. Do mesmo modo, tudo o que o homem faz para conseguir mais justiça, mais fraternidade, uma organização mais humana das relações sociais, vale mais do que os progressos técnicos.
Na primeira carta aos Coríntios o apóstolo diz: “… o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte…”. Trata-se na verdade da grande utopia do cristianismo e no mundo hoje mais do que nunca é necessário buscarmos este entendimento, ou seja, a dinâmica do cristianismo não é a dinâmica do mundo.
Rezemos com o Salmista: No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: 1Cor 1,26-31
Salmo: 32
Evangelho: Mateus 25,14-30

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