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Ano Ímpar › 26/08/2017

Sábado – 20ª. Semana comum

21077716_1416374155114472_3597067116277153367_nAmados irmãos e irmãs
O Evangelho de hoje nos e chama a atenção para que não sejamos na Igreja de Jesus Cristo aqueles que vivem de aparência. Infelizmente o que Jesus denunciava no seu tempo acontece e muito em nossas comunidades contemporâneas, ou seja, cristãos que querem viver do puro formalismo ritualístico.
Precisamos primeiro abrir nosso coração a ação de Deus, reconhecendo nossas limitações e imperfeições; fazendo um encontro pessoal com o crucificado/ressuscitado; aí teremos sede de buscar conhecer a Palavra, participar da santa missa, rezar o terço, adorar o Santíssimo, etc.; mas não fica só nisso; pois como nos diz são Paulo, seremos impelidos a ir ao encontro do próximo ajudando-o em suas necessidades. O que não pode acontecer é o contrário, ou seja, participar da santa missa, rezar o terço e adorar o Santíssimo só na fachada, para os outros verem, sem abrir o coração, sem admitir nossas fraquezas e imperfeições, tentando passar uma imagem de santidade que sabemos não ter. O cristão autêntico é aquele que apesar de publicamente assumir sua fragilidade e seus limites, continua caminhando e colocando toda confiança na graça de Deus. Temos que ter cuidado para não cair no trocadilho que diz: parece, mas não é!
Olhando para os fariseus de ontem e de hoje lembramos de um ditado popular que diz: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Jesus nos fala para fazer e observar tudo o que os mestres da Lei e os fariseus dizem, pois eles têm bastante conhecimento da palavra de Deus e falam com propriedade sobre o que deve ser feito de acordo com a vontade do Pai. Mas Jesus conhece o coração de cada pessoa e, com coerência, nos pede que sigamos os ensinamentos deles, mas que não imitemos as suas atitudes, pois ensinamentos e atitudes se contradizem. Quando ouvirmos alguém nos falando o que deve ser feito de bom, não devemos deixar de fazê-lo só porque quem falou não tem “moral” ou “credibilidade” sobre determinada atitude.
Quando estamos servindo a Deus é necessário darmos testemunhos fiéis de nossas palavras, para que as pessoas que nos seguem se reflitam no nosso modo de agir, já que uma atitude vale mais que mil palavras. Se você diz ao seu filho: “Não beba! Isto vai te fazer mal.” E no dia seguinte está com um copo de bebida na mão, seu filho não vai dar credibilidade ao que você falou, mas no exemplo que você deu!
Aos que querem ser chamado de mestres, Jesus adverte: não existe outro mestre, pai ou guia, que não seja o próprio Deus. “O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.”
Do livro de Rute ouvimos que Deus não faz acepção de pessoas, e quer tornar o seu povo participante do seu amor de Pai para com todos. Vemos aqui duas leis judaicas interessantes que são a lei do levirato e a lei da respiga. Embora no Brasil não seja lei eu já fui beneficiado pelo costume da respiga nas antigas fazendas onde o proprietário após a colheita deixava os pobres recolherem as sombras no café, no milho, etc. Também somos testemunhas de que embora não seja lei o costume do levirato já foi praticado e muito no interior do Brasil onde o irmão se casava com a cunhada viúva para dar descendência. Rute reconhece a sua indigência de viúva e de imigrante, mas não desanima e com dignidade procura ganhar o alimento para ela e para a sogra. É humilhante ter que ir respigar, é apanhar as migalhas, mas ela aceita tudo com humildade e mesmo quando Booz se interessa por ela, não se mostra orgulhosa.
Rezemos com o Salmista: Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Rute 2, 1-3.8-11; 4, 13-17
Salmo: 127
Evangelho: Mateus 23, 1-12

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