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Ano Par › 13/08/2016

Sábado – 19ª. Semana Comum

13901312_1044632698955288_4311655023469988858_nAmados irmãos e irmãs
“Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham”.
Olhando para este versículo não há como não pensar das tantas vezes em que nós tentamos afastar do Senhor os pequeninos e humildes, como se eles fossem atrapalhar o precioso tempo do mestre. Talvez porque julgamos que seus problemas são simples e nós mesmos podemos resolver sem a intervenção de Deus.
Criança é símbolo de quem depende do Pai assim como nós membros da comunidade devemos viver na dependência total de Deus. Olhando literalmente para a palavra criança podemos também dizer que nossas crianças as vezes são tratadas como “ problemas ” em nossas comunidades, pois dizem que elas atrapalham nossas celebrações.
Retirar as crianças do espaço celebrativo tem sido a saída de alguns, mas confessamos que ela é perigosa na medida em que as crianças não se habituam com a experiência comunitária na assembleia e além do mais seria de nossa parte uma atitude de duvidar que a graça de Deus possa atingi-las durante a celebração mesmo que racionalmente não estejam a entender nada.
São Máximo, bispo na homilia 58, para a Páscoa; PL 57, 363 nos ensina: “Irmãos, como é grande e admirável o dom que o Senhor nos dá! Neste dia de Páscoa, dia da Salvação, o Senhor ressuscitou e dá a Ressurreição ao mundo inteiro. Nós somos o seu Corpo (1Cor 12,27) e, como seus membros, ressuscitamos com Ele, que nos faz passar da morte à vida. Páscoa em hebraico quer dizer passagem, e que passagem! Do pecado à justiça, do vício à virtude, da velhice à infância. Ontem, a queda no pecado mostrava-nos o caminho do declínio, mas a Ressurreição de Cristo faz-nos reviver na inocência dos recém-nascidos.
A simplicidade cristã faz sua a infância. A infância não tem rancor, não conhece o engano, não procura a ofensa. Do mesmo modo, a criança em que o cristão se transformou já não se enfurece se é insultada, não se defende se é espoliada, não dá resposta se é atacada. O próprio Senhor lhe exige que reze pelos seus inimigos, que deixe a túnica e o manto aos ladrões, e que dê a outra face àqueles que lhe batem (Mt 5,39). A infância de Cristo sobrepõe-se assim à dos homens.
O Senhor diz aos seus Apóstolos, já entrados na maturidade e na idade adulta: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu (Mt 18,3). Desse modo, remete-os para o início da sua existência, incitando-os a reencontrar a infância e permitindo assim que esses homens a quem começavam já a faltar às forças renasçam na inocência do coração.No livro de Ezequiel vemos a questão da responsabilidade pessoal. O verso 2 diz que os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que ficaram embotados e assim se entenderia que os filhos pagam pelos erros dos pais e se assim o é, achavam que não valia a pena converter-se e viver na justiça, porque tinham de sofrer os castigos merecidos pelas culpas de outros. O profeta vai mostrar que não há que procurar desculpas para os pecados próprios, nem que atribuir culpas a outros, como alguns faziam, apoiando-se em textos da Escritura (Dt 5, 9; 29, 18-21; Ex 20, 5): cada um é responsável pelos seus atos, e receberá, por eles, a devida retribuição, por isso vale a pena converter-se, porque Deus é justo, e não castiga quem não cometeu o mal.
Rezemos com o Salmista: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! Criai em mim, um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Ezequiel, 18, 1-10.13.30-32
Salmo: 50
Evangelho: Mateus 19,13-15

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