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Ano Par › 10/05/2018

Quinta Feira – 6ª. Semana da Páscoa

Amados irmãos e irmãs31948932_1676032132482005_6616700236804915200_n

“Haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria”.
Esta promessa de Jesus nos consola principalmente quando parece que estamos remando na contramão da história; quando tudo parece ser contrário àquilo que acreditamos. Na nossa vida temos luzes e trevas, mas a garantia que temos de Jesus é que a luz prevalece sobre as trevas.
Jesus deixa claro que a vida na comunidade é feita de altos e baixos. Muitos se apegam as alegrias terrenas que embora sendo legítimas; são passageiras e não se pode compará-la com a verdadeira alegria que só Jesus pode dar. A morte, o sofrimento, a tristeza não são a última palavra da existência humana: “Ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria” (v. 20).
A vida de cada cristão, e a de toda comunidade cristã, deve ser vivida como uma Páscoa. Em João 17 Ele ora ao Pai e diz: “Pai eles estão no mundo, mas eles não são do mundo…”. Todos nós temos a certeza de nossa vida é uma passagem, não somos seres humanos fazendo uma experiência espiritual; mas sim somos seres espirituais passando pela experiência humana e tudo isto é passageiro; pois se não somos daqui; em Jesus podemos dizer que nosso lugar é o céu.
A “ausência” de Jesus ao dizer: “Ainda um pouco de tempo, e já me não vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai”; se refere a sua paixão quando todos seriam expostos a zombaria e o mundo se alegraria; mas na sequencia vem a alegria da ressurreição e mais adiante a tristeza da separação pela ascensão; mas Jesus tem a preocupação de preparar bem os seus discípulos para esta suposta ausência uma vez que o paráclito virá e eles não mais estarão sozinhos.
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja nos Sermões sobre o Evangelho de João, nº 101 nos ensina: “Aquilo a que Ele chama pouco é o nosso tempo atual, acerca do qual o evangelista João declara na sua epístola: É a última hora (1Jo 2, 18). Esta promessa diz respeito a toda a Igreja, como também esta outra promessa: E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo (Mt 28, 20). O Senhor não tardará em cumprir a sua promessa: dentro em pouco, vê-lo-emos e deixaremos de ter súplicas a fazer-Lhe, perguntas a dirigir-lhe, porque deixaremos de ter que desejar, de ter que procurar.
Este pouco parece-nos muito porque ainda está a decorrer; quando tiver terminado, perceberemos quão curto foi. Que a nossa alegria seja, portanto diferente da do mundo, sobre a qual está dito: O mundo há de alegrar-se. Ao dar à luz este desejo, não sejamos sem alegria, mas como diz o apóstolo Paulo: Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação (Rm 12, 12). Porque a mulher que se prepara para dar à luz, com a qual no Senhor nos compara, rejubila muito mais com o filho que vai pôr no mundo do que se entristece com o sofrimento por que tem de passar.
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja na Homilia 79 sobre S. João nos ensina: Depois de ter derramado a alegria na alma dos seus discípulos pela promessa que lhes fez de lhes enviar o Espírito Santo, o Salvador entristece-os de novo ao dizer: Ainda um pouco e deixareis de me ver. Age desta forma para prepará-los, através desta linguagem triste e severa, para a idéia da sua separação próxima; porque nada é mais próprio para acalmar a alma mergulhada na tristeza e na aflição do que o pensamento frequente dos motivos que produziram nela essa tristeza. Eles não compreendiam, quer por causa da tristeza que os impedia de pensar no que Ele lhes dizia, quer por causa da obscuridade das próprias palavras, que pareciam conter duas coisas contraditórias, mas que na realidade não o eram. Pois se te vemos, podiam eles dizer, como te vais embora? E, se te vais embora, como te poderemos ver? Querendo, pois mostrar-lhes que a tristeza gera alegria, e ainda que aquela tristeza seria curta ao passo que a sua alegria não terá fim, Nosso Senhor toma a comparação da mulher que dá à luz. Com tal comparação, quer também exprimir, de um modo figurado, que Ele se libertou dos constrangimentos da morte, e assim regenerou o homem novo. E não diz que não haverá tribulação, mas que não se lembrarão dela, tão grande vai ser a alegria que lhe sucederá.
Nos Atos dos apóstolos vemos que Paulo tinha a profissão de fabricante de tendas e trabalhava e morava junto com cristãos oriundos de Roma, no caso Áquila e Priscila.

Rezemos com o Salmista: Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação e, às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terá inteira, alegrai-vos e exultai! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 18,1-8
Salmo: 97/98
Evangelho: João 16,16-20

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