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Ano Par › 01/02/2018

Quinta Feira – 4ª. Semana Tempo Comum

Amados irmãos e irmãs27540301_1569604083124811_4330393290380522013_n

“Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas”.
Tralha demais atrapalha! A ordem de Jesus aos que envia soa absurdo na cultura contemporânea; isto é o discípulo nada deve ter e nada deve levar. Na verdade devemos entender o que Jesus quis dizer: O seu seguidor deve ser totalmente livre, em relação às pessoas, as coisas materiais e aos bens desse mundo. Quando um discípulo está com o coração cheio das coisas do mundo neste coração não há lugar para Jesus.
Outro detalhe é que tralha demais atrapalha nosso caminhar, pois se torna fardo pesado. Quem carrega muita bugiganga talvez fique mais a reclamar do peso ou preocupado em não perder nada do que com a missão para a qual foi enviado. Lembro aqui de quando estava na academia militar fazíamos exercícios e manobras e o comandante do pelotão revistava todas as nossas mochilas e tudo que era para mais ele retirava e jogava fora.
Tínhamos que confiar no alimento que seria dado e na água do cantil e nada de encher a mochila de chocolates e bolachas.
Assim é que aqui Jesus quer também que confiemos em sua providencia; aliás, por mais que você leve um dia vai acabar e aí como ficará? Não nos restara alternativa a não ser confiar no comandante que no nosso caso é o Comandante Jesus e não um oficial qualquer!
Desapego e desprendimento são palavras chaves para entender a questão. Se Deus ama a liberdade de seus filhos é claro que satanás odeia isto. Se entregar livremente por amor é o que Jesus nos pede e quando se encontra pessoas que são capazes de gesto tão nobre; claro que o inimigo irá colocar inúmeros e quase intransponíveis obstáculos.
As recomendações para a missão requerem dos apóstolos serem livres e não buscarem a própria segurança, nem se apoiarem nos meios, mas na palavra daquele que os envia. O “cajado” e a “sandália” são instrumentos de viagem (cf. Ex 12,11) e implicam disponibilidade para partir.
Como lidar com o aparente fracasso na missão? Este é outro ensinamento; pois o aparente quer dizer que na verdade não se trata de fracasso, mas às vezes nossa missão não prosperou por causa dos corações endurecidos de quem ouviu a mensagem ou então às vezes é por nossa culpa; mas nunca o será porque Deus falhou.
A propósito do envio para a missão o papa Francisco na sua mensagem para o Dia mundial das missões 2013 nos diz: Vivemos um momento de crise que toca vários setores da existência humana, não só o da economia, das finanças, da segurança alimentar, do ambiente, mas também o do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam. Também as relações humanas são marcadas pelas tensões e conflitos que provocam insegurança e dificuldade para encontrar o caminho para uma paz estável. Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parecem envolvidos por nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar com coragem a cada realidade o Evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de reconciliação, de comunhão, anúncio da proximidade de Deus, da sua misericórdia, da sua salvação, anúncio da força do amor de Deus, que é capaz de vencer as trevas do mal e de nos conduzir para o caminho da bem. O homem do nosso tempo tem necessidade de uma luz segura que ilumine o seu caminho, e que só o encontro com Cristo pode dar. Levemos a este mundo, com o nosso testemunho, com amor, a esperança dada pela fé!
O caráter missionário da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito uma vez mais – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma Organização Não Governamental (ONG); é uma comunidade de pessoas que, animadas pela ação do Espírito Santo, viveram e vivem o espanto do encontro com Jesus Cristo, desejando partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a mensagem da salvação que o Senhor nos trouxe. É o próprio Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho. Queria a todos encorajar a tornarem-se anunciadores da Boa Notícia de Cristo.
Na leitura do primeiro livro dos Reis vemos este último diálogo entre Davi e Salomão (pai e filho); o clima era de despedida, logo o pai se preocupa e orienta o filho para que seja corajoso e se porte como homem. Neste momento todo o filme da vida de Davi deve ter se passado pela cabeça dele e mais uma vez ele dá prova de sua confiança no Senhor ao dizer ao filho Salomão que o Senhor cumprirá a promessa que lhe fez, isto é, que terá sempre um de seus descendentes no trono de Israel.

Rezemos com o Salmista: A vós, Senhor, também pertence a realeza, pois sobre a terra, como rei, vos elevais! Toda a glória e riqueza vêm de vós! Sois o Senhor e dominais o universo, em vossa mão se encontra a força e o poder, em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Reis 2,1-4.10-12
Salmo: 1 Cr 29
Evangelho: Marcos 6,7-13

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