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Ano Ímpar › 07/02/2019

Quinta feira – 4ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 
Tralha demais atrapalha!
A ordem de Jesus aos que envia soa absurdo na cultura contemporânea; isto é o discípulo nada deve ter e nada deve levar.
Na verdade, devemos entender o que Jesus quis dizer: O seu seguidor deve ser totalmente livre, em relação às pessoas, as coisas materiais e aos bens desse mundo.
Quando um discípulo está com o coração cheio das coisas do mundo neste coração não há lugar para Jesus.
Outro detalhe é que tralha demais atrapalha nosso caminhar, pois se torna fardo pesado. Quem carrega muita bugiganga talvez fique mais a reclamar do peso ou preocupado em não perder nada do que com a missão para a qual foi enviado.
Lembro aqui de quando estava na academia militar fazíamos exercícios e manobras e o comandante do pelotão revistava todas as nossas mochilas e tudo que era para mais ele retirava e jogava fora.
Tínhamos que confiar no alimento que seria dado e na água do cantil e nada de encher a mochila de chocolates e bolachas.
Assim é que aqui Jesus quer também que confiemos em sua providencia; aliás, por mais que você leve um dia vai acabar e aí como ficará? Não nos restara alternativa a não ser confiar no comandante que no nosso caso é o Comandante Jesus e não um oficial qualquer!
Desapego e desprendimento são palavras chaves para entender a questão.
Se Deus ama a liberdade de seus filhos é claro que satanás odeia isto. Se entregar livremente por amor é o que Jesus nos pede e quando se encontra pessoas que são capazes de gesto tão nobre; claro que o inimigo irá colocar inúmeros e quase intransponíveis obstáculos.
As recomendações para a missão requerem dos apóstolos serem livres e não buscarem a própria segurança, nem se apoiarem nos meios, mas na palavra daquele que os envia. O “cajado” e a “sandália” são instrumentos de viagem (cf. Ex 12,11) e implicam disponibilidade para partir.
Como lidar com o aparente fracasso na missão? Este é outro ensinamento; pois o aparente quer dizer que na verdade não se trata de fracasso, mas às vezes nossa missão não prosperou por causa dos corações endurecidos de quem ouviu a mensagem ou então às vezes é por nossa culpa; mas nunca o será porque Deus falhou.
Na carta aos hebreus vamos ler que nós nos aproximamos daquele que é o mediador da nova e eterna aliança; nossos pais não puderam experimentar isto.
Nós hoje temos o que eles não tiveram, ou seja, a certeza de que Ele se encarnou e ao se fazer um de nós assumiu todas as nossas culpas e nos resgatou pelo seu precioso Sangue que é incomparavelmente mais que o sangue de Abel.
Peçamos ao Pai que nos ajude a superar toda tentação de acomodar-nos e estarmos continuamente a caminho.
Rezemos com o Salmista: Como ouvimos dos antigos, contemplamos: Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele guarde eternamente! Recordamos Senhor Deus, vossa bondade em meio ao vosso templo; com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Hebreus 12,18-19.21-24
Salmo: 48 
Evangelho: Marcos 6,7-13

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