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Ano Ímpar, Sem categoria › 16/11/2017

Quinta Feira – 32ª. Semana Comum

23244358_1488831367868750_2114231262828586166_nAmados irmãos e irmãs
“Virão dias em que desejareis ver um só dia o Filho do Homem, e não o vereis. Então vos dirão: Ei lo aqui; e: Ei-lo ali. Não deveis sair nem os seguir”.
É comum a associação de eventos catastróficos com sinais do fim dos tempos.
Uma lição deste Evangelho é não confundir o Reino com as instituições sejam elas religiosas ou não algumas idéias de cada instituição pode até estar em sintonia com alguns valores do Reino, mas não ela não é o Reino.
A Igreja é sinal e expressão do Reino de Deus, que um dia Jesus inaugurou no meio dos homens, mas a Igreja não é o Reino.
A decepção de muitas pessoas nos tempos atuais está justamente relacionada com o fato de acharem que a instituição é o reino. O Reino é feito de Esperança e esta é virtude teologal, ou seja, não depende da instituição.
O Reino de Deus é o Reino do amor, da fraternidade, da fé, fidelidade, igualdade e principalmente comunhão com os irmãos.
Em Jesus se realiza o Reino de Deus: “O Reino de Deus está entre vós”. Jesus está no meio de nós e os sinais que devemos procurar são estes. Vejam que às vezes estamos procurando sinais errados.
Se não vivermos como Jesus viveu, poderemos ouvir: “O Reino de Deus não está entre vós”. O Reino de Deus está dentro daqueles que vivem segundo a vontade de Deus que se resume no amor fraterno como concretização do amor a Deus. Estes são os verdadeiros sinais.
A Constituição sobre a Igreja no mundo atual, “ Gaudium et Spes ”, § 38 nos ensina que o “ Reino de Deus está entre vós”. O Verbo de Deus, pelo qual todas as coisas foram feitas, fazendo-se homem e vivendo na terra dos homens, entrou como homem perfeito na história do mundo, assumindo-a e recapitulando-a. Ele revela-nos que Deus é amor (1Jo 4,8) e ensina-nos ao mesmo tempo que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o novo mandamento do amor. Suportando a morte por todos nós, pecadores, ensina-nos com o seu exemplo que também devemos levar a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça.
Constituído Senhor pela sua ressurreição, Cristo, a quem foi dado todo o poder no céu e na terra (At 2,36;Mt 28,18), atua já pela força do Espírito Santo no coração dos homens; não suscita neles apenas o desejo da vida futura mas, por isso mesmo, anima, purifica e fortalece também aquelas generosas aspirações que levam a humanidade a tentar tornar a vida mais humana e a submeter para esse fim toda a Terra. Sem dúvida que os dons do Espírito são diversos: enquanto chama alguns a darem claro testemunho do desejo da pátria celeste e a conservarem-no vivo no seio da família humana, chama outros a dedicarem-se ao serviço terreno dos homens, preparando com esta sua atividade como que a matéria do Reino dos Céus. Liberta, porém a todos, para que, deixando o amor próprio e empregando em favor da vida humana todas as energias terrenas, se lancem para o futuro, para esse tempo em que a humanidade se tornará oblação agradável a Deus (Rm 15,16).
Na leitura do livro da Sabedoria o autor nos mostra o que é a sabedoria de Deus e diz que há nela um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que pode tudo, que cuida de tudo, que penetra em todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis. Mais ágil que todo o movimento, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. Cremos não precisar de mais nenhuma palavra.
Rezemos com o Salmista: É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como céu. De geração em geração, vossa verdade permanece como a terra que firmastes. Porque mandastes, tudo existe até agora; todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem! Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Sabedoria 7,22-8,1
Salmo: 118/119
Evangelho: Lucas 17,20-25

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