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Ano Par › 06/10/2016

Quinta Feira – 27ª. Semana Comum

06-xoracaoAmados irmãos e irmãs

“… pedi, e dar – se – vos – á; buscai, e achareis; batei, e abrir – se – vos – á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá”.

O evangelho nos ensina que se soubermos pedir, a nossa oração jamais deixará de ser atendida, Deus não impõe condições, ele não seleciona oque atenderá; portanto o problema não está no que pedir mas como pedir ; lembrando é claro que Deus só nos concederá aquilo que for útil para nossa salvação e a glória de Deus.

A insistência e a perseverança na oração são importantes, pois o tempo da insistência é de maturidade para entendermos se realmente o que estamos pedindo é bom. Você com certeza já deve assim como eu ter insistido no passado em pedir insistentemente algo a Deus que Ele não atendeu e naquele momento ficamos até revoltados com Deus, mas os anos se passaram e aí nós pudemos entender e até agradecer a Deus por Ele não ter atendido o que estávamos pedindo. Por exemplo, pedi a Deus para ganhar a eleição e perdi e hoje sou super feliz servindo a Deus onde certamente não estaria se tivesse vencido; pedi para casar com a Maria; mas casei com a Rita e hoje estou muito feliz o que talvez não acontecesse; pedi tanto para fazer aquela viagem e não deu certo; aqui fiquei  e aí um parente precisou de mim e pude fazer uma grande obra, etc.

Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar e por isto nunca desiste; aliás, a desistência é grande sinal da falta de fé.

A comparação que Jesus faz entre o Pai celeste e o pai terrestre é interessante na medida em que nos mostra que o nosso pai biológico por pior que seja pode até não dar aquilo que pedimos, mas jamais vai dar o que é mal e prejudicial, o pai terreno às vezes deixa de atender por falta de condições. Vejam meus irmãos: o Pai celestial jamais vai nos dar algo que prejudique, e ele jamais irá deixar de nos atender por falta de condições, pois Ele é o Senhor de tudo, Ele é o Deus do impossível!

O Papa Francisco na Homilia de Pentecostes 2013 nos ensina que a novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se tivermos tudo sob controle, se formos nós a construir, a programar, a projetar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos. E isto se verifica também quando se trata de Deus. Muitas vezes seguimo-lo e acolhemo-lo, mas só até certo ponto; sentimos dificuldade em nos abandonarmos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo de que Deus nos faça seguir novas estradas, nos faça sair do nosso horizonte – frequentemente limitado, fechado, egoísta –, para nos abrir aos seus horizontes.

06-xcapaMas, em toda a história da salvação, quando Deus se revela traz novidade – Deus traz sempre novidade ─ transforma e pede para se confiar totalmente nele: Noé construiu uma arca, no meio da zombaria dos demais, e salvou-se (Gn 6-8); Abraão deixou a sua terra, tendo na mão apenas uma promessa (Gn 12); Moisés enfrentou o poder do Faraó e guiou o povo para a liberdade (Ex 3-14); os Apóstolos, antes temerosos e trancados no Cenáculo, saíram corajosamente para anunciar o Evangelho (At 2).

Não se trata de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo. A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem. Perguntemo-nos hoje a nós mesmos: Permanecemos abertos às surpresas de Deus? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam capacidade de acolhimento?

Na leitura da carta de são Paulo aos gálatas vemos que o proceder dos gálatas é tão incongruente que o apóstolo julga que estão enfeitiçados; pois esquecem a única fonte de salvação e acham que serão justificados pela lei. Somos chamados a deixar de lado o voluntarismo e sermos dóceis ao Espírito.

Rezemos com o Salmista: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque fez surgir um poderoso Salvador para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gl 3,1-5

Salmo: Lc 1,69-75

Evangelho: Lucas 11,5-13

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