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Ano Par › 20/09/2018

Quinta Feira – 24ª. Semana comum

Amados irmãos e irmãs 

“Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama”.
Costumamos dizer que se a ofensa foi pequena é fácil perdoar, mas se foi grande aí são outros quinhentos. Imaginem que uma esposa perdoara facilmente o marido que atrasa uma hora porque estava no bar com amigos; mas se o atraso for de cinco minutos por causa de outra mulher aí o perdão fica mais difícil; mas tanto me um como em outro caso, se houver amor o perdão fluirá normalmente pois o amor encobre uma multidão de pecados.
Esta mulher do Evangelho tem má fama, conhecida como pecadora e é anônima, excluída da comunidade; pois é impura e representa perigo, mas ela conhece Jesus e descobre o amor, apesar dos seus pecados. É a experiência do amor que a leva a reconhecer-se pecadora, e ela não sente remorso, mas sim alegria e pro isto lava, unge e beija incessantemente os pés daquele que a considerou.
Que o formalismo religioso e a observância de regras humanas não mate em nós a alegria desse amor grandioso! Estamos hoje em uma sociedade não muito diferente da sociedade da época de Jesus; ou seja, uma sociedade cheia de preconceitos. Jesus não se deixava levar por eles, nada que Jesus falava ou fazia dependia da opinião alheia.
Peçamos a Deus que não sejamos contaminados por esta atual sociedade hipócrita que despreza o pobre, o doente, o usuário de entorpecente, o homossexual, a prostituta, etc. É uma sociedade que decretou a morte de Deus e o fim do pecado, como se Deus atrapalhasse os planos de felicidade do ser humano. Precisamos admitir que esta sociedade está doente e que precisa ser curada pela misericórdia divina.
Temos que ser a Igreja da contradição, a sociedade é tão hipócrita que defende o aborto, o uso de entorpecente e a homossexualidade desregrada ao passo que é a Igreja que acolhe a mulher abalada psicologicamente pelo aborto, o usuário que está a beira da morte ou o homossexual doente para os quais a somente a Igreja abre as portas porque nesta hora os defensores de tais coisas desaparecem.
Nós da Comunidade Missionária Divina Misericórdia trabalhamos com “os mais pobres dos pobres” (Madre Teresa usava esta expressão) e em especial os doentes que gemem de dor pelas calçadas da vida e que mendigam não o pão, mas o remédio para aliviar a dor e aí não possui CPF, cartão de SUS e o tratamento não tem prosseguimento; mas nós vamos brigando com tudo e com todos visando abraçar, beijar e amar estes irmãos porque para nós; hoje eles são esta mulher pecadora que ninguém aceita e ninguém quer por perto.
O Papa Francisco na audiência geral de 02/10/2013 nos ensina que a
Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrerem o caminho da santidade, que é a vereda do cristão: permite-nos encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; comunica-nos a Palavra de Deus, faz-nos viver na caridade, no amor de Deus por todos. Interroguemo-nos, pois: deixamo-nos santificar? Somos uma Igreja que chama e recebe de braços abertos os pecadores, que incute coragem e esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma? Somos uma Igreja na qual se vive o amor de Deus, na qual se presta atenção ao próximo, na qual rezamos uns pelos outros?
Uma última pergunta: o que posso fazer, eu, que me sinto débil, frágil, pecador? Deus diz-te: não tenhas medo da santidade, não tenhas medo de apostar alto, de te deixares amar e purificar por Deus, não tenha receio de te deixares guiar pelo Espírito Santo. Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Cada cristão é chamado à santidade (cf Lumen Gentium, 39-42); e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar agir Deus. É o encontro da nossa debilidade com a força da sua graça, é ter confiança na sua obra, que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para glória de Deus e o serviço ao próximo. Há uma frase célebre do escritor francês Léon Bloy; nos últimos momentos da sua vida, ele dizia: “Só existe uma tristeza na vida, a de não ser santo”.
Na primeira carta aos coríntios vemos que a ressurreição não teve testemunha presencial, mas ela primeiro foi difundida e se tornou crível pelo testemunho dos apóstolos e depois pelo próprio ressuscitado que aparece. O sepulcro vazio e o Senhor Ressuscitado são provas incontestáveis. Mas o que Paulo quer destacar é a graça que lhe foi concedida e que não foi estéril, pois gerou muitos filhos e filhas. Nós da Comunidade Missionária Divina Misericórdia costumamos ensinar aos nossos filhos que uma das provas da autenticidade de um carisma é justamente a fecundidade. O que é invenção da mente humana é estéril e no plano espiritual não gera filhos.
Rezemos com o Salmista: A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas. Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Cor 15,1-11
Salmo: 117
Evangelho: Lucas 7,36-50

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