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Ano Ímpar › 30/08/2017

Quinta Feira – 21ª. Semana Comum

21192176_1421929447892276_208023007369606449_nAmados irmãos e irmãs
“Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor”.
No jargão militar vigiar significa estar de prontidão, sempre pronto a atuar. Quem assim age não será surpreendido e nada o assustará. Jesus não fez este discurso para amedrontar, mas sim para revelar o mistério da salvação de Deus e motivar em cada um de nós um comportamento coerente com a fé e assim alimentarmos nossa esperança de forma que nossa espera não seja passiva, mas sim ativa no sentido de amar o próximo e lutar pela justiça, aí sim seremos convidados para participar da alegria do Reino.
A fidelidade que nos é solicitada se espelha na figura do servo fiel que é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança; portanto se trata de pessoa totalmente responsável por aquilo que faz.
Prudência significa agir com cuidado, procurando evitar todo tipo de erro, medindo os prós e contras de cada ação, principalmente daquelas que são consideradas pecado. Prudente é o homem que estuda as consequências de seus atos antes de praticá-los e isto não quer dizer covardia e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos, em especial aqueles que afetam diretamente a vida dos irmãos menos favorecidos.
São João Paulo II, papa em seu Testamento espiritual escreveu: Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Estas palavras recordam-me a última chamada, que acontecerá no momento em que o Senhor quiser. Desejo segui-lo e desejo que tudo o que faz parte da minha vida terrena me prepare para esse momento. Não sei quando Ele virá, mas, como tudo, também deponho esse momento nas mãos da Mãe do meu Senhor: “totus tuus”. Nas mesmas mãos maternas deixo tudo e todos aqueles com os quais a minha vida e a minha vocação me puseram em contato. Em suas mãos deixo, sobretudo a Igreja, e também a minha nação e toda a humanidade. A todos agradeço. A todos peço perdão. Peço também orações, para que a misericórdia de Deus seja maior que a minha debilidade e indignidade. (06/03/1979). Todos devem ter presente a perspectiva da morte. E devem estar preparados para se apresentarem diante do Senhor e Juiz, que é ao mesmo tempo Redentor e Pai. Também eu tomo isto continuamente em consideração, entregando este momento decisivo à Mãe de Cristo e da Igreja, à Mãe da minha esperança. Desejo mais uma vez confiar-me totalmente à vontade do Senhor. Ele mesmo decidirá quando e como devo terminar a minha vida terrena e o meu ministério pastoral. Na vida e na morte, “totus tuus”, pela Imaculada. Aceitando já agora esta morte, espero que Cristo me conceda a graça para a última passagem, isto é, a minha Páscoa. Espero também que a torne útil para esta causa suprema que procuro servir: a salvação dos homens, a salvaguarda da família humana e, nela, de todas as nações e de todos os povos (entre eles, o meu coração dirige-se de maneira particular para a minha Pátria terrena), ser útil para as pessoas que de modo particular me confiou, para a vida da Igreja, para a glória do próprio Deus (01/03/1980).
Na primeira carta aos tessalonicenses vemos que Paulo estava triste com o ocorrido em Tessalônica e Timóteo lhe traz notícias de que a comunidade caminhava na fé. Paulo se alegra, pois como pai espiritual temia o pior para seus filhos. É o coração paternal cheio amor e q eu se preocupa sempre com todos. Nos tempos atuais devemos fazer com que nossas relações com os irmãos se caracterizem pelo progresso na fé, no amor e na espiritualidade.
Rezemos com o Salmista: Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Ts 3,7-13
Salmo: 89
Evangelho: Mt 24,42-51

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