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Ano Par › 18/08/2016

Quinta Feira – 20ª. Semana Comum

13903165_1048260438592514_3216801340983236781_nAmados irmãos e irmãs
“Quando o rei entrou para ver os convidados observou ali um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa? Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão”!
Certamente, a mensagem da parábola é o apelo que Deus faz aos judeus por meio de Jesus, de entrarem no Reino dos Céus, isto é, de viverem os valores do Reino revelados no ensinamento do Filho único de Deus. Os judeus rejeitam o convite. Daí a oportunidade de afirmar a universalidade da salvação a todos. A imagem da rejeição de Jesus por parte de Israel é a abertura da salvação a todas as pessoas e povos. A iniciativa do convite é de Deus. Por isso, participar do seu Reino não é mérito de ninguém, mas graça oferecida a todos.
Deus preparou algo de maravilhoso para o ser humano, algo que os olhos jamais contemplaram como nos diz são Paulo, nada há neste mundo que possa corresponder à beleza dessa vida plena em Deus. Deus chama a todos os homens, sem nenhuma distinção, para virem participar com ele, de uma vida em comunhão, que já começa nessa vida, e que um dia chegará a sua plenitude.
Quando se fala que muitos são os convidados e poucos os escolhidos devemos olhar para nossa trajetória e verificar de que grupo fazemos parte se dos convidados escolhidos ou dos convidados que rejeitam. É interessante notar que o Evangelho vai destacar que um convidado não estava vestido com a veste própria e por isto foi colocado para fora. Muitos dos que estão dentro da Igreja querem um Cristianismo sem Jesus Cristo e seu evangelho e por isto não se revestem do homem novo, não se revestem de Cristo, e sem essa roupa nova que nos transforma em outro Cristo, que nos configura a Ele, que nos tira o coração de pedra e coloca coração de carne, seremos sempre “penetras” no Reino, e com certeza ficaremos de fora, pois quando o dono da festa chegar vai nos desmascarar.
Jean Tauler , dominicano de Estrasburgo no Sermão 74, em louvor de Santa Córdula nos ensina:… Hoje em dia são muito raras as pessoas dispostas a fazer obras de caridade extraordinárias. O Evangelho relata-nos que o Mestre descobriu um dos convivas sentado à mesa do festim sem o traje de núpcias. O traje que lhe faltava era a caridade divina, pura e verdadeira, essa intenção genuína de, ao procurar a Deus, excluir qualquer ponta de amor-próprio e tudo o que lhe seja alheio, e só a Ele querer. A esses, que só a si próprios procuram, Nosso Senhor diz: Amigo, como entraste aqui sem o traje da verdadeira caridade? Uma vez que procuraram antes as criaturas de Deus do que o próprio Deus.
Na profecia de Ezequiel vemos que o nome de Deus foi blasfemado e por isto o profeta tem certeza de que o castigo é justo; mas ele Alerta que como Deus quer salvar o seu povo Ele vai perdoar e faze – los regressar do exílio. No lugar do coração de pedra, duro e insensível, será colocado um coração de carne; ou seja, um coração sensível, capaz de amar e de ser amado e que estará em plena sintonia com o coração de Deus.
Rezemos com o Salmista: Ó Senhor não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Ezequiel 36,23-28
Salmo: 50/51
Evangelho: Mateus 22,1-14

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