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Ano Par › 11/08/2016

Quinta Feira – 19ª. Semana Comum

13958184_1043086329109925_5259475846600116909_oAmados irmãos e irmãs
“Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” Respondeu Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
Perdoar sempre, sem nenhum limite ou condição a quem nos ofendeu, este é o verdadeiro perdão. Se impusermos condições já não é perdão, mas barganha, troca, ou seja, estamos tirando proveito da situação.
Lembramos aqui que muita gente fala que não consegue perdoar porque está confundindo perdão com esquecimento; pois para estas pessoas perdoar alguém significa esquecer a ofensa. Isto não é verdade, pois esquecer implicaria em ter amnésia. Perdoar significa não esquecer, significa que todas as vezes que eu ver quem me ofendeu eu vou lembrar-me da ofensa, mas não vou ter nenhum sentimento de ódio ou vingança.
Parece a nós que o único que tem o dom de esquecer ofensas (pecados) é Deus; tamanha a sua misericórdia.
Outro detalhe importante a destacarmos é que só consegue perdoar quem ama; portanto para perdoar temos um itinerário que é o seguinte: primeiro preciso encontrar a pessoa, depois conviver, depois conhecer, depois amar e aí sim perdoar. Isto quer dizer que ninguém convive se não encontrar primeiro; ninguém conhece uma pessoa se não conviver com ela; ninguém ama se não conhecer primeiro e por fim ninguém perdoa se não amar.
Não nos esqueçamos de que somos humanos e por isto é natural que erremos e com isto magoemos o outro. Ás vezes, queremos mesmo machucar; mas na maioria das vezes, porém, machucamos sem querer.
Um dos maiores males da atualidade e com certeza causador de diversas doenças como depressão, stress, úlcera nervosa, dor de cabeça, insônia etc. A falta de perdão prejudica muito mais aquele que tem que perdoar ( o ofendido) do que aquele a ser perdoado ( ofensor).Muitas vezes a falta de perdão faz com que o que no princípio era uma simples raiva se transforme em ódio e ressentimento tornando a pessoa “cega” na busca de vingança.
Peçamos ao Senhor que nos conceda a graça de perdoar e que alimentados pela Eucaristia sejamos portadores do dom de perdoar.
São João Crisóstomo, bispo e Doutor da Igreja nas Homilias sobre o evangelho de Mateus, nº 61 nos ensina: Cristo pede-nos duas coisas: que condenemos os nossos pecados e perdoemos os dos outros; e que façamos a primeira por causa da segunda, que nos será então mais fácil, pois aquele que pensa sobre os seus pecados será menos severo para com os seus companheiros de miséria. E que não perdoemos apenas com a boca, mas do fundo do coração, para não voltarmos contra nós próprios o ferro com que pensamos trespassar os outros. Que mal pode fazer-te o teu inimigo, em comparação com o que podes fazer a ti próprio com o teu azedume? Considera, pois quantas vantagens retiram duma ofensa acolhida com humildade e mansidão. Desse modo, em primeiro lugar — e é o mais importante —, mereces o perdão dos teus pecados. Seguidamente, exercitas a paciência e a coragem. Em terceiro lugar adquires a mansidão e a caridade, pois aquele que é incapaz de se zangar com os que lhe fizeram mal será ainda mais caridoso com os que o amam. Em quarto lugar, arranca totalmente a cólera do teu coração, o que é um bem incomparável; evidentemente, aquele que liberta a sua alma da cólera também se desembaraça da tristeza: não desperdiçará a sua vida em tristezas e vãs inquietações. É que nós punimo-nos a nós próprios quando odiamos os outros; só fazemos bem a nós próprios quando os amamos. Além disso, todos te respeitarão, mesmo os teus inimigos, ainda que sejam os demónios. Melhor ainda, se assim te comportares, até deixarás de ter inimigos.
No livro de Ezequiel o profeta ainda continua a tentar tirar a idéia do povo de que Javé estava no templo embora também os tivesse acompanhado para o exílio. Acreditavam que em breve Javé os acompanharia de volta à pátria. Ezequiel anuncia fim de Jerusalém e a deportação do resto do povo e acaba com a ilusão do povo convidando-os a confiar, não em deuses construídos pelas mãos dos homens, mas no Deus vivo.
Rezemos com o Salmista: Não permitais Senhor que façamos como outrora fizeram aqueles que tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. Que de vossas obras jamais esqueçamos. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Ezequiel, 12, 1-12
Salmo: 77
Evangelho: Mateus 18,21-19,1

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