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Ano Ímpar › 17/08/2017

Quinta Feira – 19ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs20799322_1408888405863047_1752528889635130539_n
“Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” Respondeu Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
Perdoar sempre, sem nenhum limite ou condição a quem nos ofendeu, este é o verdadeiro perdão. Se impusermos condições já não é perdão, mas barganha, troca, ou seja, estamos tirando proveito da situação.
Lembramos aqui que muita gente fala que não consegue perdoar porque está confundindo perdão com esquecimento; pois para estas pessoas perdoar alguém significa esquecer a ofensa. Isto não é verdade, pois esquecer implicaria em ter amnésia. Perdoar significa não esquecer, significa que todas as vezes que eu ver quem me ofendeu eu vou lembrar-me da ofensa, mas não vou ter nenhum sentimento de ódio ou vingança.
Parece a nós que o único que tem o dom de esquecer ofensas (pecados) é Deus; tamanha a sua misericórdia.
Outro detalhe importante a destacarmos é que só consegue perdoar quem ama; portanto para perdoar temos um itinerário que é o seguinte: primeiro preciso encontrar a pessoa, depois conviver, depois conhecer, depois amar e aí sim perdoar. Isto quer dizer que ninguém convive se não encontrar primeiro; ninguém conhece uma pessoa se não conviver com ela; ninguém ama se não conhecer primeiro e por fim ninguém perdoa se não amar.
Não nos esqueçamos de que somos humanos e por isto é natural que erremos e com isto magoemos o outro. Ás vezes, queremos mesmo machucar; mas na maioria das vezes, porém, machucamos sem querer.
Um dos maiores males da atualidade e com certeza causador de diversas doenças como depressão, stress, úlcera nervosa, dor de cabeça, insônia etc.
A falta de perdão prejudica muito mais aquele que tem que perdoar ( o ofendido) do que aquele a ser perdoado ( ofensor).
Muitas vezes a falta de perdão faz com que o que no princípio era uma simples raiva se transforme em ódio e ressentimento tornando a pessoa “cega” na busca de vingança.
Peçamos ao Senhor que nos conceda a graça de perdoar e que alimentados pela Eucaristia sejamos portadores do dom de perdoar.
No livro de Josué vemos que o Senhor promete a Josué que assim como esteve com Moisés, assim estaria com ele. Hoje somos convidados a olhar para esta passagem e enxergar cada um de nós que como discípulos missionários destes tempos modernos também contamos com a assistência constante do Deus de nossos antepassados.
Rezemos com o Salmista: Quando o povo de Israel saiu do Egito e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor e Israel se transformou em seu domínio. O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Josué 3,7-11.13-17
Salmo: 113A/114
Evangelho: Mateus 18,21-19,1

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