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Ano Par › 28/06/2018

Quinta Feira – 12ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs
“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.
Ao ouvirmos a Palavra devemos ter em mente de que Deus não quer aplausos, elogios ou arrebatamentos, mas quer abertura e disponibilidade para coloca-la em prática, esta é a resposta que devemos dar.
As tempestades, ventanias e enchentes das qual Jesus nos fala são as dificuldades que enfrentamos nesta vida e se nossa fé for infantil por medo, algo mágico, onde tudo depende só de Deus, na primeira oportunidade que Ele não nos atender do jeito que queremos tudo desmorona.
Mas quando temos uma fé firme e madura, vivida no encanto do anúncio de Jesus e na realidade as contrariedades da vida, não irá nos derrubar, mas sim fortalecer a nossa caminhada.
Jesus nos previne contra a presunção de se salvar apenas pela invocação do nome de Deus ou em virtude de ações carismáticas, sem as acompanhar com uma vida coerente, com a prática da caridade.
São Gregório de Nazianzo bispo e doutor da Igreja em seu Discurso 26 nos ensina : Certa noite, andava eu a passear à beira-mar e, como diz a Escritura, soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se (Jo 6,18). As vagas elevavam-se ao longe e invadiam a praia, batendo nos rochedos, desfazendo-se e transformando-se em espuma e em gotículas. Os seixos pequenos, as algas e as conchas mais leves eram arrastados pelas águas e atirados para a praia, mas os rochedos permaneciam firmes e inabaláveis, como se tudo estivesse calmo, mesmo no meio das vagas que os assolavam. Retirei uma lição desse espetáculo. Esse mar não será a nossa vida e a condição humana? Também aqui se encontra muita amargura e instabilidade. E não serão como os ventos as tentações que nos assolam e todos os golpes imprevistos da vida? Era nisso, segundo penso, que meditava David quando clamava: Salva-me, ó Deus, porque as águas quase me submergem; estou a afundar-me num lamaçal profundo, não tenho ponto de apoio; entrei no abismo de águas sem fundo e a corrente está a arrastar-me (Sl 69,2ss). Entre as pessoas que são postas à prova, umas parecem-me objetos ligeiros e sem vida que se deixam levar sem oferecer a mínima resistência; não têm nenhuma firmeza em si; não têm o contrapeso duma razão sábia que lute contra os assaltos. Outras me parecem rochedos, dignas dessa Rocha sobre a qual fomos edificados e que adoramos; formadas nos raciocínios da verdadeira sabedoria, elevam-se acima da fraqueza comum e tudo suportam com uma constância inabalável.
Santo Agostinho bispo e doutor da Igreja em seu Sermão 179, 8-9; PL 38, 970 nos ensina: “Não tenhais ilusões, irmãos, se viestes com zelo ouvir a palavra sem intenção de pordes em prática o que ouvis. Pensai bem nisto: se é bom ouvir a palavra, melhor ainda é pô-la em prática. Se não a ouvires, se não fizeres o que ouviste, nada edificas. Se a ouve e não a põe em prática, o que edificas é uma ruína. Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha: ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha. Haverá quem diga: Para quê ouvir, então? Pois se ouvir sem pôr em prática edificará uma ruína, não será melhor não ouvir? A chuva, os ventos, as torrentes são constantes neste mundo. É, pois com medo de que eles surjam e te derrubem que não edificas? Se te obstinares a nada ouvir, nenhum abrigo terá: virão a chuva, as torrentes precipitar-se-ão – e tu, estarás em segurança? Portanto, reflete bem: é mau não ouvires, e é mal ouvires sem agir, pois há que ouvir e pôr em prática. Sede pessoas que põem em prática a Palavra, não vos contenteis em ouvi-la; isso será enganardes-vos.
A propósito do que ensina Santo Agostinho lembramos que o próprio Cristo nos ensinou que para permanecer n’Ele é preciso comer sua carne e beber seu sangue; ora se para colocarmos em prática o que ouvimos é preciso estar(permanecer) em Cristo somente a Eucaristia como verdadeiro alimento é o que nos sustentará e nos fará construir sobre a Rocha que é Cristo Jesus.
Na leitura do livro dos Reis vemos que Nabucodonosor tornou-se rei da Babilônia e apoderou-se do fraco reino de Joaquim, expugnando Jerusalém, e procedendo a uma primeira deportação, que envolveu o profeta Daniel. Sedecias substituiu Joaquim como rei de Judá. Após zombarem da queda de Samaria agora eles veem Jerusalém cair nas mãos inimigas e imputa este drama à sua infidelidade à aliança.

Rezemos com o Salmista: Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2Rs 24,8-17
Salmo: 78
Evangelho: Mateus 7,21-29

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