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Ano Par › 24/05/2018

Quarta Feira – 7ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

“Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim. Pois quem não é contra nós, é a nosso favor”.
Aqui Jesus dá um puxão de orelhas nos apóstolos bem como a nós nos dias de hoje quando queremos manipular a ação do Espírito Santo de Deus como se fôssemos patrões ou proprietários de Deus.
O nome de Jesus, sua pessoa, não é monopólio da comunidade e nem de pessoa alguma. O Senhor não é prisioneiro de nenhum grupo, pessoa ou instituição.
Jesus tenta alargar-lhes os horizontes e fazê-los perceber que existem agentes do Reino, onde menos se espera. Atualizando esta palavra diríamos que aqui está o que chamamos de sementes do verbo; ou seja, onde Jesus ainda não foi anunciando, mas as pessoas praticam o bem e neste caso não podemos dizer que não haja aí a ação do Espírito Santo. Não nos esqueçamos jamais que Deus está na origem do bem
Em vez de nos irritarmos por outros fazerem o bem em nome de Cristo, devemos alegrar-nos por Deus se dignar agir por meio de outras pessoas e em outros lugares que não a Igreja. É uma tentação em que também nós, os católicos, que sabemos estar na verdade, podemos cair. Por vezes, temos dificuldade em admitir que Deus possa fazer o bem por meio de pessoas que não pertencem a Igreja; que estão em outras Igrejas ou até em nenhuma Igreja.
Quantas vezes não aceitamos participara de eventos da prefeitura que visam o bem só porque lá tem espíritas, seicho-no-ie ou protestantes. Pensemos nisso,será que agrada a Deus este tipo de omissão que colocamos sob o véu do perigo de nos contaminarmos com o mal. Quem tem medo deste tipo de contaminação é porque não está muito convicto de sua fé em Jesus Cristo (medo de conversar com prostituta e se tornar uma). A Igreja deve estar aberta àqueles que não lhe pertencem expressamente, mas demonstram simpatia e benevolência em relação a ela.
O Papa Francisco na Audiência geral de 12/06/2013 disse: “Quem não é contra nós é por nós”. Gostaria de meditar brevemente sobre outra expressão com a qual o Concílio Vaticano II definiu a Igreja: Povo de Deus. O que quer dizer ser Povo de Deus? Antes de tudo, significa que Deus não pertence de modo próprio a qualquer povo, pois é Ele que nos chama, que nos convoca, que nos convida a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem distinção, porque a misericórdia de Deus deseja que todos os homens se salvem (1Tim 2,4).
Jesus nem diz aos Apóstolos nem a nós que formemos um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: Ide e ensinai todas as nações (cf Mt 28,19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, não há judeu nem grego. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus (Gl 3,28). Gostaria de dizer, inclusive àqueles que se sentem distanciados de Deus e da Igreja, a quem sente temor ou é indiferente, a quantos pensam que nunca poderão mudar: o Senhor chama-te, também a ti, a fazer parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor! Ele convida-nos a fazer parte deste povo, do povo de Deus.
Como nos tornamos membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas mediante um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer do alto, da água e do Espírito, para entrar no Reino de Deus (cf Jo 3,3-5). É através do Batismo que somos introduzidos neste povo, mediante a fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e que devemos ajudar a crescer durante toda a nossa vida. Perguntemo-nos: como faço eu crescer a fé que recebi no meu Batismo? Como faço crescer esta fé que recebi e que o povo de Deus possui?
Na leitura da carta de são Tiago o apóstolo mostra a importância de voltar os olhos e os pensamentos para o Senhor. Só assim poderemos tomar decisões sábias, mesmo no que se refere ao nosso dia a dia. Nos cristãos muitas vezes agimos como se tudo dependesse unicamente de nós para atender nossos interesses. Ter muitos bens é uma vaidade, um modo de se afirmar sobre os outros, uma tentativa de obter direitos e privilégios. O nosso pecado muitas vezes consiste em que, conhecendo o bem, fazemos o mal.

Rezemos com o Salmista: Felizes os humildes de espírito Porque deles é o reino dos céus! Ouvi isto, povos todos do universo, muita atenção, ó habitantes deste mundo; poderosos e humildes, escutai-me, ricos e pobres, todos juntos, sede atentos!

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Tiago 4,13-17
Salmo:48/49
Evangelho: Marcos 9,38-40

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