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Ano Par › 31/01/2018

Quarta Feira – 4ª. Semana Tempo Comum

Amados irmãos e irmãsquarta

“Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa”.
Alguns estão tentando monitorar o Espírito Santo!
Na cabeça das autoridades do tempo de Jesus e do povo em geral para fazer o que Jesus fazia era necessário ter cargo, títulos, etc. E este pensamento prevalece até hoje em nossas comunidades.
Muitos ainda hoje não dão oportunidade para que alguém faça o que ele está fazendo por medo das inevitáveis comparações.
Cuidado nós precisamos ter para não querer ter tudo sob nosso controle, querer monitorar as pessoas como marionetes e o que é pior tentar monitorar o Espírito Santo; porque aí o desastre está feito.
De onde lhe vinha tanta sabedoria? Humanamente era impossível e ainda o é hoje acreditar que alguém sem mestrado e doutorado e sem ser nomeado para algum cargo possa dominar tanto conhecimento e realizar tantos prodígios.
Por estes e outros motivos Jesus pouco realizou em sua terra preferindo realizar seus milagres e prodígios em terra estranha.
Será que você conhece alguém que na sua comunidade também foi desprezado e partiu para outra comunidade e lá passou a ser referência?
A comunidade de Marcos e às vezes também nossas comunidades atuais não aceitam que o reino esteja presente de forma tão simples. É difícil aceitar que Deus tenha assumido a fragilidade humana. Quando olhamos para Jesus geralmente não acreditamos que ele tenha sido um ser humano como nós e que tenha vivido sem nenhum privilégio.
Como os primeiros cristãos, podemos perguntar-nos: para que serve seguir um Jesus que é igual a nós? Para que comunicar sua Palavra? A resposta Ele mesmo nos deu quando foi rejeitado e mesmo assim não desistiu de sua missão, logo nos tempos atuais por mais que zombem de nós; por maiores que sejam as dificuldades, os conflitos e a rejeição das pessoas devemos seguir em frente. Muitas vezes, temos a tentação de querer um Deus “não tão humano”, ou seja, que agisse como mágico resolvendo todos nossos problemas de maneira portentosa e assim tirasse todo o sofrimento do mundo num abrir e fechar de olhos! O grande desafio para todos nós é que cresce cada vez mais dentro da própria Igreja esta linha de pensamento e muitos cristãos estão se tornando adeptos de um Jesus esplendoroso e sem Cruz!
O beato João Paulo II na Exortação apostólica Redemptoris custos, § 22 nos ensina que: A expressão quotidiana do amor na vida da família de Nazaré é o trabalho. Aquele que era designado como o filho do carpinteiro tinha aprendido o ofício de seu pai putativo(adotivo). Se a família de Nazaré, na ordem da salvação e da santidade, é exemplo e modelo para as famílias humanas, o é analogamente também o trabalho de Jesus ao lado de José, o carpinteiro. O trabalho humano, em particular o trabalho manual, tem no Evangelho uma acentuação especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus, ele foi acolhido no mistério da Encarnação e também foi como que redimido de maneira particular. Graças à sua oficina, na qual exercitava o próprio ofício juntamente com Jesus, José aproximou o trabalho humano do mistério da Redenção.
No crescimento humano de Jesus em sabedoria, em estatura e em graça teve uma parte notável a consciência profissional, dado que o trabalho é um bem do homem, que transforma a natureza e torna o homem, em certo sentido, mais homem.
A importância do trabalho na vida do homem exige que se conheçam e assimilem todos os seus conteúdos para ajudar os demais homens a aproximarem-se, através dele, de Deus, Criador e Redentor, e a participarem nos seus desígnios salvíficos quanto ao homem e quanto ao mundo; e ainda, a aprofundarem a sua vida e amizade com Cristo tendo, mediante a fé vivida, uma participação no seu tríplice múnus: de Sacerdote, de Profeta e de Rei. Trata-se, em última análise, da santificação da vida quotidiana, na qual cada pessoa deve empenhar-se, segundo o próprio estado.
Na leitura do segundo livro de Samuel Davi se vê diante de três opções das quais terá que escolher uma e as três não são boas, a saber: a primeira sete anos de fome, a segunda três meses diante de teus inimigos e a terceira a peste assole a terra durante três dias. Davi confiando na misericórdia de Deus não quis cair nas mãos inimigas e nem na fome de anos, mas escolheu a peste de três dias que matou a muitos o que fez Davi clamar “Vede, Senhor: fui eu que pequei; eu é que sou o culpado! Esse pequeno rebanho, porém, que fez ele? Esta passagem é um alerta a todos nós que de uma forma ou outra somos pastores por ter pessoas sob nossa responsabilidade. Até que ponto nossas más ações as prejudica ou até mata.

Rezemos com o Salmista: Eu confessei, afinal, meu pecado e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta. Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar e evolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 

Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Samuel 24,2.9-17

Salmo: 31/32
Evangelho: Marcos 6,1-6

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