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Ano Par › 15/11/2016

Quarta Feira – 33ª. Semana Comum

15037225_1128599740558583_4529954599018570086_nAmados irmãos e irmãs
‘Muito bem, servo bom; porque foste fiel nas coisas pequenas, receberás o governo de dez cidades’.
Neste Evangelho somos levados a refletir sobre o que estamos fazendo com os dons que recebemos de Deus.
Um grave pecado que não podemos cometer é o de usar o manto da humildade (que no caso é mais omissão) para deixar de usar os dons em favor dos irmãos. O medo de errar, o medo do que os outros vão dizer não podem nos impedir de espalhar a Boa Nova do reino.
A construção do Reino de Deus depende dos homens! Imaginemos o que teria acontecido com a Igreja, se os apóstolos tivessem mantido a comunidade apenas em Jerusalém, se não permitissem que ela se expandisse entre os pagãos; se guardasse este grande tesouro só para eles.
Esta parábola dos talentos é muito interessante, pois se por um lado alguns dizem que Deus não coloca em nossos ombros fardos maiores do que suportaríamos; aqui poderíamos dizer que Deus nos concede talentos não para escondermos ou querer só para nós, mas sim para colocarmos a disposição de toda a comunidade.
O espírito de medo não pode sobrepujar a ação daquele que crê. O medo é contrário à fé; o espírito servil precisa ser expurgado da vida cristã e ceder lugar à liberdade. Um cristão não pode se dar por satisfeito só porque é austero cumpridor de preceitos; é preciso ir além.
Imaginem um coordenador de comunidade que se satisfaz porque tem cem congregados fiéis e só fica a zelar destes sendo que do seu lado existem milhares de pessoas sedentas. Estes podem ser comparados aos que hoje são discípulos que, embora não façam nada de errado, são incapazes de ir ao encontro do outro, de praticar um gesto de solidariedade, de lutar por justiça social. São incapazes de entender que a misericórdia e o amor vão muito além do que a observação de preceitos. São pessoas que buscam se salvar sozinhos esquecendo-se de que o próprio Cristo nos ensinou que quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á.
O elogio aos dois primeiros servos e a repreensão do terceiro indica qual tipo de colaborador o Senhor deseja. O discípulo missionário nunca vai estar satisfeito com o que já fez na Igreja, ele vai sempre querer buscar mais; são incansáveis na prática do bem e no anúncio do Reino. Note que aqui não estamos falando de coisas materiais, mas sim de bens espirituais.
O Senhor confiou à sua Igreja ministérios, dons ou talentos e um dia todos serão chamados a prestar contas. Os dons são de Deus e o homem é o administrador dos dons. Alguns os fazem frutificar em serviços, solidariedade e fortalece os ministérios para o bem comum. Outros, somente esperam que seus ministérios lhes sirvam como um simples título de prestígio e que seus dons lhes deem fama e prestígio. A mensagem da parábola é clara: temos que ser criativos até a chegada da segunda vinda do Senhor; continuar construindo o seu Reino.
Na leitura do Apocalipse de João o apóstolo mostra a visão que introduz a assembleia que celebra a liturgia terrestre na liturgia celeste. Ele nos fala dos querubins que com quatro rostos (homem, leão, touro e águia) representam todas as forças vivas da criação, lembramos que estes símbolos são usados para representar os evangelistas. Os vinte e quatro anciãos representam o Antigo e Novo Testamento e o cântico de louvor “Santo, santo, santo é o Senhor” está em Isaías 6,3 onde é cantado pelos serafins.
Rezemos: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus onipotente! Louvai o Senhor Deus no santuário, louvai-o no alto céu de seu poder! Louvai-o por seus feitos grandiosos, louvai-o em sua grandeza majestosa! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Ap 4,1-11
Salmo: 150
Evangelho: Lc 19,11-28

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