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Ano Ímpar › 15/11/2017

Quarta Feira – 32ª. Semana Comum

23316518_1488829794535574_6787564838434482479_nAmados irmãos e irmãs
“Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?
Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus!
A palavra chave desta liturgia é: gratidão! Nós já conhecemos a situação dos leprosos e do ponto de vista religioso, eles eram desprezados e excluídos da graça de Deus. O livro do Levítico descreve a situação com detalhes: “O leproso portador desta enfermidade trará suas vestes rasgadas e seus cabelos sem pentear; cobrirá o bigode e clamará: Impuro! Impuro!… morará à parte: sua habitação será fora do acampamento” (Lv 13,45-46).
Os nove não voltaram porque pensaram que eram merecedores da cura e agora o mais importante a fazer era apresentar-se diante do sacerdote do templo, que iria homologar a cura.
“Você merece!”. Por que será que Deus atende a alguns e a outros não? Talvez isto nós não possamos compreender, mas com certeza podemos afirmar que diante de Deus o critério não é o do merecimento à luz da inteligência humana.
Não coloquemos nossas virtudes e trabalhos pastorais, como uma forma de pagar á Deus pelos inúmeros benefícios que Ele nos concede no dia a dia. A gratidão e o louvor que expressamos por esse Deus deve ser principalmente porque Ele nos ama do jeito que somos agora.
Quando você sofrer uma ingratidão lembre se desta passagem do Evangelho que nos mostra que a ingratidão é algo comum, majoritário, no comportamento humano.
Quando alguém está precisando de ajuda – seja porque está doente, com dificuldades financeiras, solitário, deprimido, em qualquer situação de crise é um momento e uma fase de fragilidade e carência. Para o orgulho humano, precisar do outro é humilhante – ainda que aquele que ajude esteja ajudando sem nenhum interesse algum.
Quando a pessoa que recebeu a ajuda se vê numa situação melhor, de maior segurança e até de euforia, a pessoa não quer mais se lembrar daquele instante de fragilidade, quer negar para si mesma que precisou de apoio, quer atribuir todas as suas conquistas apenas a si mesma, aos próprios méritos. Não quer dividir o sabor da vitória, então, nega o benfeitor e o esquece, fazendo aquilo que o ditado popular fala: “cospe no prato que comeu”.
Um outro olhar nos leva a refletir sobre quantas vezes nós também não agimos assim para com Deus, pois pelo fato de estarmos dentro da Igreja julgamos que Deus deva nos prestar favores como paga ou recompensa e sequer agradecemos a Deus. Qual a diferença entre os nove que não voltaram, e aquele que voltou? Até encontrarem Jesus, eles eram exatamente iguais, vítimas da mesma doença, a lepra. Eles clamaram e Jesus não os atendeu imediatamente, mas simplesmente mandou que fossem se apresentar ao sacerdote. Eles mesmos sem terem sido curados obedeceram a Jesus e aí quando estão andando pelo caminho a cura acontece. A grande diferença é que nove deles preocupados com o aspecto legalista da relação com Deus se esqueceram de comemorar com Aquele que é a causa, a razão e o sentido desta Vida Nova ao passo que o estrangeiro foi partilhar sua alegria.
Isto nos faz pensar que muitos hoje em nossas comunidades que cobram um rigorismo litúrgico que obrigam os fiéis a agir como os nove e impedem que a espontaneidade deste um que retornou se manifeste no coração daqueles que se inebriam na presença do Deus Altíssimo.
Muitos não dão glória a Deus porque são bons cristãos e cumpridores das obrigações cristãs, mas sim damos Glória a Deus, porque o seu amor é grandioso e infinito e sua misericórdia é sem fim.
do livro da Sabedoria o autor sagrado nos diz que o Senhor de todos não fará exceção para ninguém, e não se deixará impor pela grandeza, porque, pequenos ou grandes, é ele que a todos criou, e de todos cuida igualmente; mas com os grandes haverá maior severidade. Ao menor, com efeito, a compaixão atrai o perdão.
Rezemos com o Salmista: Fazei justiça aos indefesos e aos órfãos, ao pobre e ao humilde absolvei! Libertai o oprimido, o infeliz, da mão dos opressores arrancai-os!”Eu disse: “Ó juízes, vós sois deuses, sois filhos todos vós do Deus Altíssimo! E, contudo, como homens morrereis , caireis como qualquer dos poderosos! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Sabedoria 6,1-11
Salmo: 81/82
Evangelho: Lucas 17,11-19

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