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Ano Par › 27/10/2016

Quarta Feira – 30ª. Semana Comum

14656259_1106537142764843_946956725539685032_nAmados irmãos e irmãs
Cristão convertido e cristão convencido!
Cristão convencido é aquele que tem certeza que já está salvo e que acha que não precisa de mais nada. É orgulhoso e tem mania de grandeza. O cristão convencido é aquele que não cabe n aporta estreita, pois para passar pela porta estreita é preciso se fazer pequeno, é preciso ser humilde, se despojar de toda a arrogância e ser servo dos servos como Cristo fez no lava pés.
Muitos cristãos tem o conceito de que para ser salvo basta batizar nesta ou naquela denominação e seguir seus preceitos ao pé da letra. Será que em uma religião sem compromisso, todos já têm o passaporte carimbado para entrar no reino? Os que só praticam o ritualismo sem amor no coração; que se apegam a normas e regras talvez sejam surpreendidos com a expressão: Não te conheço!!
Quantos são os que andam batendo em diversas portas e muitas vezes sofrem as consequências das portas erradas.
Uma pessoa pode ter pregado no nome de Jesus, expulsado demônios e feito maravilhas e ouvir de Jesus: Não te conheço!
Não adianta nada dizer que tem fé em Deus se essa fé não resultar numa ação concreta.
A Palavra de Deus diz que a fé sem obras é morta (Tg 2,17). As Escrituras dizem que devemos ser “praticantes” e não somente ouvintes.
Há uma diferença enorme entre um ouvinte e um praticante da palavra, entre estar num templo e ser o templo do Espírito, entre se dizer cristão e ser um verdadeiro cristão, entre aquele que faz a vontade e aquele que não faz. O cristão convencido fez a opção pela porta larga e o convertido ficou com a porta estreita.
A preocupação com o número dos que serão salvos deve inexistir, pois na casa do Pai há lugar para todos. Se ao invés de ficar com estas preocupações nos déssemos conta de que o mais importante é fazer o Reino acontecer com certeza estaríamos fazendo a vontade do Pai, estaríamos optando pela porta estreita.
Juliana de Norwich mística inglesa nas Revelações do amor divino, cap. 39 nos fala: Quando o pecador reconhece o seu pecado, a graça divina faz nascer um arrependimento, uma compaixão e uma verdadeira sede de Deus tão grande, que o pecador, subitamente liberto do pecado e da dor, se levanta. O arrependimento purifica-nos, a compaixão prepara-nos, a verdadeira sede de Deus torna-nos dignos. Segundo a minha forma de entender, eis os três meios através dos quais as almas vão para o céu – isto é, as que pecaram na terra e que serão salvas. Porque qualquer alma pecadora deve ser curada por estes três remédios. Apesar de curada, as suas feridas permanecem diante de Deus, não tanto como feridas, mas como sinais gloriosos. Em contrapartida da nossa punição na terra pelo sofrimento e pela penitência, no céu seremos recompensados pelo amor benfazejo de Nosso Senhor. Ele considera o pecado dos que o amam uma tristeza e um sofrimento; mas, devido à sua morte, este pecado não tem de condená-los. A recompensa que receberemos não é mínima, mas eminente, honrosa, gloriosa; e, deste modo, a vergonha transformar-se-á em glória e em alegria. Porque, na sua benevolência, Nosso Senhor não quer que os seus servos desesperem após as suas quedas frequentes e lamentáveis; as nossas quedas não o impedem de nos amar. Ele quer que saibamos que Ele é o fundamento de toda a nossa vida no amor e, mais ainda, que Ele é o nosso protetor eterno, defendendo-nos com força contra todos os inimigos que se encarniçam furiosamente contra nós. E de fato, temos uma grande necessidade dele, pois damos frequentemente azo a isso pelas nossas quedas.
A leitura da Carta aos Efésios nos leva à reflexão sobre o relacionamento entre pais e filhos e entre empregados e patrões. Neste relacionamento o amor deve ser colocado em primeiro lugar; pois o Senhor que está no céu é Senhor tanto de um quanto de outro, Ele não faz distinção de pessoas.
Com o salmista rezemos ao Senhor que sustenta todo aquele que vacila e levanta todo àquele que tombou, para que sempre esteja ao nosso lado nos momentos de escolhermos a porta pela qual devemos passar e assim sermos verdadeiramente cristãos convertidos.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Efésios 6,1-9
Salmo: 145
Evangelho: Lucas 13,22-30

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