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Ano Par › 30/08/2016

Quarta Feira – 22ª. Semana Comum

14183939_1059119140839977_3760664350212180984_nAmados irmãos e irmãs
“É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão”.
Jesus cumpria a risca o plano traçado pelo Pai para sua missão de anunciar o reino. Vemos aqui que apesar de sua fama e boa acolhida Ele não se acomoda e saí para outros lugares desconhecidos. Que isto sirva para cada um de nós refletirmos das vezes em que nos acomodamos em um lugar onde está tudo certinho e deixamos de avançar para águas mais profundas onde obviamente os perigos são maiores.
A cura da sogra de Pedro nos traz grandes lições das quais quero destacar duas; a primeira é que a febre não é uma doença. Aqui na comunidade costumo dizer aos irmãos que pedem remédio para baixar a febre que a febre está sinalizando que tem algo errado, é como se nosso corpo gritasse querendo nos avisar de algo errado e, portanto não é a febre que tem que ser atacada, mas sim o que ela sinalizou como, por exemplo, uma infecção, um ferimento etc. A segunda lição desta cura é que o evangelista diz que a sogra de Pedro após ser curada se levantou e passou a servi-los. Ficam duas perguntas: O que está gritando dentro de nós a nos sinalizar que algo não vai bem espiritualmente? Jesus com certeza já nos curou diversas vezes e será que respondemos como a sogra de Pedro e passamos a servi-lo?
Ainda hoje Jesus quer nos curar das doenças que nos impedem de servir nossos irmãos; doenças que nos impedem de anunciar o seu reino de paz e amor.
Qual a grande diferença das curas e milagres de Jesus para tantas curas e milagres que hoje ouvimos falar por aí? Cremos que em primeiro lugar muitas das curas e milagres são na verdade uma farsa para enganar ingênuos. Muitas curas e milagres são autênticos, mas infelizmente tem feito seus protagonistas sentar em cima da fama e ficar parado ou até alienar o que foi curado ou miraculado. Com Jesus era bem diferente a cura e o milagre libertavam completamente a pessoa e Jesus seguia adiante não ficava esperando elogios ou recompensas.
Em relação ao problema do mal como as doenças (febre) vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica §§ 309-310: Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe? A esta questão, tão premente como inevitável, tão dolorosa como misteriosa, não é possível dar uma resposta rápida e satisfatória. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta questão: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que vem ao encontro do homem pelas suas alianças, pela encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pela agregação à Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamamento à vida bem-aventurada, à qual as criaturas livres são de antemão convidadas a consentir, mas à qual podem, também de antemão, negar-se, por um mistério terrível. Não há nenhum pormenor da mensagem cristã que não seja, em parte, resposta ao problema do mal.
Mas porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele? No seu poder infinito, Deus podia sempre ter criado um mundo melhor (São Tomás de Aquino). No entanto, na sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo em estado de caminho para a perfeição última. Este devir implica, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de certos seres, o desaparecimento de outros; o mais perfeito, com o menos perfeito; as construções da natureza, com as suas destruições. Com o bem físico também existe, pois, o mal físico, enquanto a criação não tiver atingido a perfeição.
Na leitura da carta de Paulo aos coríntios ficamos a pensar em nossos dias onde temos uma diversidade dentro de nossas comunidades e talvez o diálogo fosse mais ou menos assim: Eu sou da RCC, eu sou catequista, eu sou ministro extraordinário, eu sou da TL, eu só venho aqui por causa do padre fulano, etc. Se Paulo estivesse em nosso meio com certeza perguntaria se foi o padre fulano que morreu por nós numa cruz. Quem é a TL, a RCC ou qualquer outra linha de espiritualidade se não for Deus, só Deus faz crescer. Nós somos apenas cooperadores de Deus.
Rezemos com o Salmista: No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. Amém.

Reflexão feita pelo diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Cor 3,1-9
Salmo: 32
Evangelho: Lc 4,38-44

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