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Ano Ímpar › 06/09/2017

Quarta Feira – 22ª. Semana Comum

21314832_1427801283971759_3450691977932895479_nAmados irmãos e irmãs
“É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão”.
Jesus cumpria a risca o plano traçado pelo Pai para sua missão de anunciar o reino. Vemos aqui que apesar de sua fama e boa acolhida Ele não se acomoda e saí para outros lugares desconhecidos. Que isto sirva para cada um de nós refletirmos das vezes em que nos acomodamos em um lugar onde está tudo certinho e deixamos de avançar para águas mais profundas onde obviamente os perigos são maiores.
A cura da sogra de Pedro nos traz grandes lições das quais quero destacar duas; a primeira é que a febre não é uma doença. Aqui na comunidade costumo dizer aos irmãos que pedem remédio para baixar a febre que a febre está sinalizando que tem algo errado, é como se nosso corpo gritasse querendo nos avisar de algo errado e, portanto não é a febre que tem que ser atacada, mas sim o que ela sinalizou como, por exemplo, uma infecção, um ferimento etc. A segunda lição desta cura é que o evangelista diz que a sogra de Pedro após ser curada se levantou e passou a servi-los. Ficam duas perguntas: O que está gritando dentro de nós a nos sinalizar que algo não vai bem espiritualmente? Jesus com certeza já nos curou diversas vezes e será que respondemos como a sogra de Pedro e passamos a servi-lo?
Ainda hoje Jesus quer nos curar das doenças que nos impedem de servir nossos irmãos; doenças que nos impedem de anunciar o seu reino de paz e amor.
Qual a grande diferença das curas e milagres de Jesus para tantas curas e milagres que hoje ouvimos falar por aí? Cremos que em primeiro lugar muitas das curas e milagres são na verdade uma farsa para enganar ingênuos. Muitas curas e milagres são autênticos, mas infelizmente tem feito seus protagonistas sentar em cima da fama e ficar parado ou até alienar o que foi curado ou miraculado. Com Jesus era bem diferente a cura e o milagre libertavam completamente a pessoa e Jesus seguia adiante não ficava esperando elogios ou recompensas.
Em relação ao problema do mal como as doenças (febre) vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica §§ 309-310: Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe? A esta questão, tão premente como inevitável, tão dolorosa como misteriosa, não é possível dar uma resposta rápida e satisfatória. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta questão: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que vem ao encontro do homem pelas suas alianças, pela encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pela agregação à Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamamento à vida bem-aventurada, à qual as criaturas livres são de antemão convidadas a consentir, mas à qual podem, também de antemão, negar-se, por um mistério terrível. Não há nenhum pormenor da mensagem cristã que não seja, em parte, resposta ao problema do mal.
Mas porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele? No seu poder infinito, Deus podia sempre ter criado um mundo melhor (São Tomás de Aquino). No entanto, na sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo em estado de caminho para a perfeição última. Este devir implica, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de certos seres, o desaparecimento de outros; o mais perfeito, com o menos perfeito; as construções da natureza, com as suas destruições. Com o bem físico também existe, pois, o mal físico, enquanto a criação não tiver atingido a perfeição.
Na leitura da carta de Paulo aos colossenses o autor sagrado exalta a fé em Jesus Cristo e a caridade com os irmãos, que era praticada por aquela comunidade. Paulo ainda fala do amor com que o Espírito anima o povo de Colossos.
Rezemos com o Salmista: Confio na clemência do meu Deus agora e sempre! Eu, porém, como oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus agora e para sempre! Louvarei a vossa graça eternamente, porque vós assim agistes; espero em vosso nome, porque e bom, perante os vossos santos! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Colossenses 1,1-8
Salmo: 51/52 
Evangelho: Lucas 4,38-44

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