Highslide for Wordpress Plugin
Ano Ímpar › 30/08/2017

Quarta Feira – 21ª. Semana Comum

21151371_1420961661322388_4474971500363577196_nAmados irmãos e irmãs
Disse Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão”.
Quando falamos de farisaísmo precisa ficar bem claro que se trata de atitude incoerente, da falsidade e da má intenção que os leva a manipular a Palavra de Deus por interesses pessoais. Não tem nada a ver com situações as quais todos nós estamos sujeitos, como por exemplo, a de um casal do ECC (Encontro de casais com Cristo) que vem a se separar; a de um coordenador da pastoral sobriedade cujo filho está envolvido com o tráfico de drogas ou de um coordenador da RCC (Renovação Carismática Católica) cuja filha se prostituiu. Estas situações na verdade se tornam uma provação na nossa vida onde somos humilhados pela vergonha.
Outro detalhe importante a se destacar é que o farisaísmo é como que uma doença; mas que não contagia somente o clero ou coordenadores de pastorais, mas também simples leigos que tentam falsear para tentar mostrar santidade. O fariseu da atualidade geralmente se recusa a vestir a camisa da unidade e comunhão com o bispo e o pároco; muitos ficam restritos a sua pastoral ou ao seu movimento.
Jesus não ataca o cumprimento da lei; mas a forma e o motivo pela qual fingem que observam a lei; mais uma vez voltamos à questão da aparência e transparência; por este motivo Jesus usa a expressão sepulcro caiado. Todos nós conhecemos um sepulcro (carneira ou túmulo) onde os parentes do “de cujus” mandam da uma mão de cal e fica tão branco que até dói a vista; mas o que tem por dentro do túmulo é só podridão e mal cheiro.
Quantos de nós com o título de cristãos católicos, de frequência a Eucaristia, com cruzes no pescoço, camisetas de Nossa Senhora e fala mansa, por vezes não se deixa corroer por dentro de ódio, vingança e rancor e assim vamos levando conscientemente uma vida dúbia.
A propósito da liturgia de hoje creio que as palavras do bispo e abade cisterciense Balduíno de Ford no Tratado 10; PL 204, 515-516 traduz bem como deve ser uma relação sem hipocrisia com o nosso Deus, vejamos: É a nossa vez de amarmos a Cristo como Ele nos amou. Ele deixou-nos o seu exemplo para que seguíssemos os seus passos (1Pd 2,21). Por isso disse: Grava-Me como selo em teu coração (Ct 8,6), quer dizer: Ama-me como Eu te amo. Traz-me no teu espírito, na tua memória, no teu desejo, nos teus suspiros, nos teus gemidos, nos teus soluços. Lembra-te, homem, em que estado te criei, como te elevei acima das outras criaturas, a dignidade com que te enobreci, como te coroei de glória e de honra, como te coloquei um pouco acima dos anjos e como tudo submeti a teus pés (Sl 8). Lembra-te, não somente de tudo o que fiz por ti, mas também das provas e humilhações que sofri por ti. E, se me amas, mostra-o; ama, não apenas em palavras e com a língua, mas com obras e verdade. Grava-me como um selo no teu coração e ama-me com todas as tuas forças. Senhor arranca-me este coração de pedra, este coração duro; dá-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro (Ez 36,26). Tu, que purificas os corações, Tu que amas os corações puros, toma posse do meu coração e vem morar nele.
Na primeira carta aos Tessalonicenses Paulo fala de sua satisfação em não ter se tornado peso para os irmãos, trabalhou tanto na pregação do reino de Deus como também em trabalhos manuais que garantissem o seu sustento. Isto nos faz lembrar de outra passagem onde Paulo nos fala de que quem prega o Evangelho deve viver do Evangelho; ou seja o sustento daqueles que pregam a Palavra deve ser obrigação de quem a ouve; mas ele mesmo neste caso abria mão deste suposto privilégio. Peçamos a Deus que dentro de nossas possibilidades não nos tornemos um peso para os irmãos.
Rezemos com o Salmista: Senhor, vós me sondais e me conheceis! Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares, mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me, com firmeza, a vossa destra. Se eu pensasse: “A escuridão venha esconder-me e que a luz ao meu redor se faça noite!” Mesmo as trevas, para vós, não são escuras, a própria noite resplandece como o dia. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Tessalonicenses 2,9-13
Salmo: 138/139 
Evangelho: Mateus 23,27-32

Imprimir

Deixe uma resposta