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Ano Par › 16/08/2016

Quarta Feira – 20ª Semana Comum

vindima-apanha-das-uvasAmados irmãos e irmãs
“Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom? Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”.
Nesta parábola da vinha somos exortados de que acontece a mesma nas nossas comunidades onde o fato de ser membro de uma igreja, faz com que as pessoas sintam-se privilegiadas diante de Deus, onde por causa da nossa pastoral ou movimento entraremos no céu primeiro e lá teremos uma suíte.
Em uma família o filho caçula herda a mesma cota parte que o primogênito que ajudou a construir o patrimônio desde a primeira hora.
O que Deus promete a todos é a vida eterna independente da hora que tiver chegado (convertido). Quem está na comunidade há um mês vai receber o mesmo que aquele que está há cinquenta anos.
Isto também serve para compararmos aqueles que têm muitos diplomas e cargos em relação àquele que sequer sabe ler e nunca ocupou cargo; ambos poderão estar na glória dos céus e lá com certeza todo somos iguais.
De algum modo, e em relação aos outros, todos nós somos operários da undécima hora. Imagine você em relação a Abraão, eu em relação a Pedro e por aí vai.
Precisamos entender que o amor e a bondade de Deus não são calculados. Sempre será o Senhor que tomará a iniciativa de chamar a todos para o seu Reino. O amor não se compra com o tempo de caminhada e a justiça de Deus é amar sem distinção e sem medida.
Vale destacar também que pelos critérios de Deus não são os ricos e poderosos que entram, ou têm precedência no reino de Deus, mas os pobres e fracos. O reino de Deus não se conquista por méritos próprios, mas é um dom gratuito.
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja nas homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 64, 4 nos ensina que é evidente que esta parábola trata da conversão dos homens a Deus, alguns desde tenra idade, outros um pouco mais tarde e alguns somente na velhice. Cristo reprime o orgulho dos primeiros e impede-os de censurar os da décima primeira hora, mostrando-lhes que todos têm a mesma recompensa. Ao mesmo tempo, estimula o zelo dos últimos, mostrando-lhes que podem merecer o mesmo salário que os primeiros. O Salvador tinha acabado de falar da renúncia às riquezas e do desprezo por todos os bens, virtudes que exigem coração grande e coragem. Era por isso necessário estimular o ardor da alma cheia de juventude; assim, o Senhor reacende neles a chama da caridade e fortalece lhes a coragem, mostrando-lhes que mesmo os que chegaram por último recebem o salário do dia todo. Para falar com mais clareza, alguns poderiam abusar desta circunstância e cair na indiferença e no desmazelo. Os discípulos verão claramente que essa generosidade é efeito da misericórdia de Deus, que só ela os ajudará a merecer tão magnífica recompensa. Todas as parábolas de Jesus – a das virgens, a da rede, a dos espinhos, a da figueira estéril nos convidam a mostrar a nossa virtude através dos atos. Ele exorta-nos a levar uma vida pura e santa. Uma vida santa custa mais ao nosso coração que a simples pureza da fé, pois é uma luta contínua, um labor infatigável.
No livro de Ezequiel vemos que o profeta fala dos últimos governantes de Israel que abusando do poder e exploraram o povo em proveito próprio. Por isto sobreveio a tragédia: a queda de Jerusalém e o exílio; mas o Senhor não abandonará seu povo
Rezemos com o Salmista: O Senhor é o pastor que me conduz e não me falta coisa alguma. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Ezequiel, 34, 1-11
Salmo: 22/23
Evangelho: Mateus 20,1-6

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