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Ano Par › 10/01/2018

Quarta Feira – 1ª. Semana Tempo Comum

Amados irmãos e irmãs26731111_1547391975346022_4159789802466143788_n
“A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela. Aproximando-se Ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los”.
A cura da sogra de Pedro nos traz grandes lições das quais quero destacar duas; a primeira é que a febre não é uma doença. Aqui na comunidade costumo dizer aos irmãos que pedem remédio para baixar a febre que a febre está sinalizando que tem algo errado, é como se nosso corpo gritasse querendo nos avisar de algo errado e, portanto não é a febre que tem que ser atacada, mas sim o que ela sinalizou como, por exemplo, uma infecção, um ferimento etc. A segunda lição desta cura é que o evangelista diz que a sogra de Pedro após ser curada se levantou e passou a servi-los. Ficam duas perguntas: O que está gritando dentro de nós a nos sinalizar que algo não vai bem espiritualmente? Jesus com certeza já nos curou diversas vezes e será que respondemos como a sogra de Pedro e passamos a servi-lo?
A atitude da sogra de Pedro é uma atitude fundamental do mesmo Cristo. Jesus a curou para amar, para servir. Servir é aquele ato em favor do outro sem esperar nada de troca. Servir é uma adoração em ação. O culto que prestamos a Deus (adoração) se prolonga no serviço para ser completo (missão). Seguir a Jesus não significa dominar, e sim servir. O serviço equivale ao seguimento. Na oração Jesus encontra a força de sua atividade missionária. Podemos dizer que a vida, antes de ser vivida, precisa ser rezada. Quem sabe rezar bem, sabe também viver bem. Quem não sabe rezar bem, também não sabe viver bem. É preciso colocar a vida na oração e a oração na vida.
Ainda hoje Jesus quer nos curar das doenças que nos impedem de servir nossos irmãos; doenças que nos impedem de anunciar o seu reino de paz e amor.
Qual a grande diferença das curas e milagres de Jesus para tantas curas e milagres que hoje ouvimos falar por aí? Cremos que em primeiro lugar muitas das curas e milagres são na verdade uma farsa para enganar ingênuos. Muitas curas e milagres são autênticos, mas infelizmente tem feito seus protagonistas sentar em cima da fama e ficar parado ou até alienar o que foi curado ou miraculado. Com Jesus era bem diferente a cura e o milagre libertavam completamente a pessoa e Jesus seguia adiante não ficava esperando elogios ou recompensas.
Em relação ao problema do mal como as doenças (febre) vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica §§ 309-310: Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe? A esta questão, tão premente como inevitável, tão dolorosa como misteriosa, não é possível dar uma resposta rápida e satisfatória. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta questão: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que vem ao encontro do homem pelas suas alianças, pela encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pela agregação à Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamamento à vida bem-aventurada, à qual as criaturas livres são de antemão convidadas a consentir, mas à qual podem, também de antemão, negar-se, por um mistério terrível. Não há nenhum pormenor da mensagem cristã que não seja, em parte, resposta ao problema do mal.
Mas porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele? No seu poder infinito, Deus podia sempre ter criado um mundo melhor (São Tomás de Aquino). No entanto, na sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo em estado de caminho para a perfeição última. Este devir implica, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de certos seres, o desaparecimento de outros; o mais perfeito, com o menos perfeito; as construções da natureza, com as suas destruições. Com o bem físico também existe, pois, o mal físico, enquanto a criação não tiver atingido a perfeição.
Na leitura do livro de Samuel nos é narrada a vocação de Samuel, seu nascimento extraordinário e sua dedicação a Deus no santuário que o predestinou para a missão profética. Ele foi consagrado a Deus por sua mãe e em seu coração de menino se entregou a Deus. Deus intervém. Deus o chama pelo nome: “Samuel, Samuel! ”.
Deus chamou e Samuel respondeu: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Samuel crescia e o Senhor estava com ele. Todo Israel reconheceu a autoridade de Samuel como profeta do Senhor.
Rezemos com o Salmista: Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados. E então eu vos disse: “Eis que venho! ” Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei! ” Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Samuel 3,1-10.19-20
Salmo: 39/40
Evangelho: Marcos 1,29-39

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